DEGUSTAÇÃO
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Olhar para uma pessoa é fácil. Difícil é imaginar o que ela passou ou como ela se sente.
Mavericks Foster é a prova disso. A garota de vinte e um anos...
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Soltei o mundo para segurar as suas mãos — Desconhecido
O dia no escritório estava agitado e cheio, mal tive tempo de almoçar — na verdade, não almocei. Senhor Rowatt tinha vários casos para serem aceitos, e não paravam de chegar clientes querendo ser atendidos por ele, isso estava deixando todos do escritório nos nervos, incluindo o próprio Rowatt.
Alguns clientes ligavam praticamente todo minuto exigindo exclusividade, fora os milhares de recados que eles deixavam. Outros iam pessoalmente no escritório, me obrigando a mentir e dizer que Senhor Rowatt viajou e voltaria apenas no dia seguinte. Isso estava me deixando com os nervos à mil. Rowatt Stephens estava trabalhando em um caso delicado, quê segundo o mesmo; exige muito de seu tempo e atenção.
Faltam poucos meses para eu terminar a faculdade — três para ser exata —, e fico feliz por saber que assim que terminar a faculdade, terei uma carta de recomendação do advogado mais famoso do país. Terei muita honra de conseguir ser boa e competente quanto Rowatt Stephens.
Quero ter meu próprio escritório e clientes, quero ser suficiente para todos os meus clientes e realizar todos os trabalhos que me forem aplicados. Quero ter minha casa, me casar e formar uma família.
Às vezes penso se eu terei o privilégio de construir uma família. Se serei boa o bastante para ser mãe. Com tudo que vivi na minha casa quando eu era adolescente, tenho medo que meus filhos passem as mesmas coisas. Na mesma hora, acho que eu seria incapaz de fazer com meus filhos o quê Evelyn fez comigo, serei uma mãe dedicada à minha família e fiel ao meu marido. Jamais serei igual Evelyn Mackenzie.
Rolo os olhos e massageio minhas têmporas ao constar que mais um cliente que provavelmente, exigirá exclusividade. Suspiro profundamente antes de aprumar minha postura.
— Boa tarde — um homem com um terno azul escuro, com calças apertadas me saúda com um sorriso gentil. — Gostaria de falar com o Senhor Rowatt.
Minha vontade de explicar as mesmas coisas que venho explicando nas últimas seis horas, me faz querer surtar. Mas diferente de todos os outros clientes, esse foi bastante gentil e educado. Por esse fato, decido tentar ser o mais educada possível.
— O Senhor Rowatt viajou para cuidar de um caso importante e retorna somente amanhã de manhã. — minha voz sai mansa e educada.
— Entregue para ele e peça para me ligar, diz que é urgente — me entrega um cartão com seu nome e número de telefone. — E, obrigado querida, pela gentileza.
Pego o cartão de sua mão e observo o mesmo sair do escritório e entrar no elevador. Observo o cartão delicado e bem feito em minhas mãos.
Rodolf Keegan.
O nome dele. Franzo o cenho tentando lembrar de onde conheço esse nome, talvez eu tenha ouvido por aí. Desisto e coloco o cartão entre os outros que recebi durante o dia.