VINTE

166 31 20
                                        

Na vida, você é quem você é, e quer viver esse tempo tentando dobrar-se para fazer outras pessoas felizes, ou

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Na vida, você é quem você é, e quer viver esse tempo tentando dobrar-se para fazer outras pessoas felizes, ou... não

— From Lukov With Love



Exatamente três dias.

Chorei dois deles. Não comi. Recebi milhares de ligações e a maioria delas eram de Dylan. Não falei com ninguém desde que cheguei, não fui para a faculdade e falei para Senhor Rowatt que eu estava doente.

Esse sempre fora meu jeito de lidar com a dor. Entrar em um estado decadente de negação e isolamento, sempre busco um jeito de me isolar de tudo e todos. Me isolo para poder permitir a dor me tomar, para me permitir sofrer e aceitar que tudo acontece com um propósito. Seja ele bom ou ruim. Varias pessoas tem seu jeito de lidar com a dor, a minha maneira é ignorando todos e viver meu tempo necessário em minha bola pessoal. Todos nós que sofremos, precisamos do nosso próprio tempo, nos sentimos sufocados se não nos isolarmos. Fazemos isso para nosso bem mental, físico e psicológico.

Cansada de chorar e sentir pena de mim mesma, me levanto, revigorada. Determinada em ter uma nova Mave daqui para frente. Me levanto e vou para o banheiro tomar um banho gelado. Embora não fui para a faculdade de manhã, me sinto disposta a encarar a realidade e ir trabalhar.

Coloco uma saia lápis que vai até o joelho, um scarpin preto, camiseta branca e um rabo de cavalo estrategicamente no topo da minha cabeça. Coloco algumas maquiagens para disfarçar as bolsas em baixo dos olhos e capricho no perfume. Sorrio satisfeita com o resultado e pego minha bolsa.

Meu salto fino ecoa pelas madeiras dos degraus da escada, vejo Los Angeles ensolarada pela vidraça da sala. Um lindo dia ensolarado e com nuvens brancas.

Caminho em passos ágeis para a cozinha, encontro minhas duas amigas sentadas conversando sobre algum assunto animado. Me sento em uma cadeira e me sirvo com café e torradas com pasta de amendoim. O vapor do líquido quente entra em minhas narinas, me causando água na boca. Espero alguns minutos para obter uma temperatura tolerável e levo o líquido preto para os lábios.

— Bom dia — sorrio amplamente. Minhas amigas parecem estar confusas com meu humor.

Eu também estaria confusa. Uma pessoa que se isola por três dias para sofrer, e, depois aparece sorrindo como se tudo estivesse bem, é no mínimo, totalmente confuso. Elas não deveriam estar confusas, aliás, não é a primeira vez que me isolo para sofrer ou algo do gênero.

— Bom dia margarida — Beverly sorriu.

— Bom dia querida. — Candy respondeu-me com um sorriso. — Por que a senhorita não foi para a aula hoje?

— Estava indisposta.

Eram quase uma da tarde, mas estávamos tomando café, por assim dizer. Não era todos os dias que tínhamos saco ou ânimo para cozinhar. É bem mais fácil fazer um café, leite e alguns pães. Por isso, a maioria das vezes, tomávamos café.

DOSES DE PERIGO [concluído]Onde histórias criam vida. Descubra agora