DEZOITO

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Me sinto como uma daquelas pessoas que estão  tão tristes que não conseguem ficar perto de pessoas normais

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Me sinto como uma daquelas pessoas que estão  tão tristes que não conseguem ficar perto de pessoas normais .
Como se eu fosse infectar as pessoas felizes .

— Greys Anatomy


   
Olhei para a loira deitada ao meu lado. Daphne estava com o corpo esculpido suado e ofegante, seus longos fios loiros estavam esparramados pela cama. Minha respiração não estava diferente; meu corpo estava mole e suado. Sexo matinal sempre fora algo que adorei fazer.

Conheço Daphne há sete anos, nos conhecemos em uma baile de caridade que fui com meu pai. No começo não fiquei nada feliz com a ideia de ir em algum lugar vestido com um terno e gravata, preferia mil vezes ficar com meus amigos em uma festa. Mas lá estava eu, com um puta tédio e um olhar mortal para as pessoas ao meu redor.

Mas quando vi aquela garota, minhas estruturas abalaram e foi uma enorme colisão. Daphne usava um vestido justo longo que continha um enorme decote nas costas, seus cabelos estavam presos em um coque elegante e um batom vermelho estava em seus lábios. Ela estava apetitosa para um caralho. Sempre tive quedas por loiras.

Minha alegria foi ao descobrir que meu pai tinha negócios com o pai dela. No começo, éramos apenas amigos. Mas depois, me senti atraído e talvez, apaixonado por Daphne. A mulher era um verdadeiro pecado e eu ficaria imensamente feliz em pecar naquele corpo. Quando transamos pela primeira vez, ficamos duas semanas sem nos falar por causa da vergonha. Mas acabamos fazendo disso nossa rotina, toda vez que nos víamos, sempre estávamos fodendo por algum canto.

Sempre tivemos química. Nunca tive tanta química com alguém como tenho com Daphne. Nem mesmo Mave, me faz ficar aceso como a Daphne faz. O corpo de Daphne me deixa excitado, sua voz, suas curvas, tudo nela se remete em uma excitação diferente.

— Precisamos conversar. — anuncia com um tom sério. Minutos depois de termos recuperado todo o fôlego gasto na cama.

Solto um suspiro fundo.

Daphne sempre teve esse problema, envolver problema pessoal com uma transa casual. Se algum dia fui apaixonado por ela, esse dia não existe. Não temos nada além de atração carnal e sexo dos mais variados tipos.

— Pode falar, Honey — falo acariciando sua auréola com a ponta do meu indicador. Vejo sua pele se arrepiar e ela soltar um suspiro.

— Honey? — seu tom parece surpreso. — Fazia tempo que você não me chamava assim.

— Me recordei agora desde apelido.

Ela se mantém em silêncio. Posso escutar as engrenagens de sua cabeça trabalhando daqui. Ela inspira fundo antes de virar o corpo de lado e me olhar.

— Estou grávida — solta de repente.

Acabo com o carinho em sua auréola e a olho sem reação.

DOSES DE PERIGO [concluído]Onde histórias criam vida. Descubra agora