VINTE E SEIS

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Talvez o destino seja o único culpado por tudo

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Talvez o destino seja o único culpado por tudo.
Ou talvez, seja apenas nós dois que não fomos feitos para ficar juntos.

— Broken Glass



          Meus dedos tremiam e talvez, meu corpo todo. Não escondi as lágrimas que escorreram assim que pisei no palco, olhei as pessoas que amo e meus professores asssim que caminhei para pegar meu diploma. Sorri assim que Senhor Aldair me entrega o diploma, me lança um sorriso e me diz: parabéns.

Estou orgulhosa e feliz.

Anos atrás, eu se quer tinha ideia do quê seria da minha vida e hoje, estou formada e bem psicologicamente e fisicamente. Não tenho palavras para descrever tudo que estou sentindo, palavra nenhuma seria capaz de descrever minha alegria.

Olho novamente para todos; minhas amigas, Steven, Lilah e até minha mãe que se disponibilizou para estar aqui. Eu não deveria aceitar Evelyn aqui, mas não estou fazendo isso por mim, mas por Lilah. Talvez eu vá aceitando aos poucos, não posso ficar em estado de negação para sempre. Preciso disso, será uma evolução na minha vida emocional.

Com os dedos tremendo, pego o microfone, suspiro tentando conter a voz de choro. Solto um sorriso antes de dizer as poucas palavras.

— Boa noite. Bom, estou imensamente feliz por estar onde estou. A Mave que chegou em Los Angeles perdida, nunca se imaginou formando em uma profissão que sempre fora seu sonho. — sorrio, por breves segundos, me lembro do momento que cheguei a Califórnia. Tento conter as lágrimas e prossigo: — Mas hoje, estando formanda, eu tenho um conselho: nunca desistam dos seus sonhos. Por mais que seja difícil torná-los realidade, persistam. Uma hora, ele se realizará e fará você feliz. Assim como aconteceu comigo. Desejo todos boa sorte e sucesso nesta nova trajetória.

Um coro de palmas é ouvida pelo enorme salão, sorrio e deixo as lágrimas correrem. Lágrimas de felicidade e alegria.

Caminho para onde minha família se encontra. Eles me lançam sorrisos e voltam a prestar atenção no que Caden esta falando em cima do palco.

— E o seu namorado? — sinto ironia nas palavras da minha irmã. — Tenho certeza que era para ele estar aqui.

Rolo os olhos para ela.

— Ele deve estar na empresa, ele não me disse nada.

— Começa assim, não falando nada.

— Lilah, pelo menos hoje, deixe sua irmã em paz — Evelyn ralha com minha irmã. Sorrio em sarcasmo para minha irmã que rola os olhos.

DOSES DE PERIGO [concluído]Onde histórias criam vida. Descubra agora