DEGUSTAÇÃO
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Olhar para uma pessoa é fácil. Difícil é imaginar o que ela passou ou como ela se sente.
Mavericks Foster é a prova disso. A garota de vinte e um anos...
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Estas alegrias violentas têm fins violentos Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora Que num beijo se consomem .
— Romeu e Julieta, Ato II, Cena VI
Retoco o batom vermelho e sorrio ao me olhar para meu reflexo no espelho.
Meu vestido era um sereia vermelho, com um enorme decote nas costas, alças e realçava meu quadril. Candy fez ondas no meu cabelo, fazendo com eles batessem pouco abaixo do ombro. Caprichei na maquiagem com um esfumado que realçou meus olhos, maçã do rosto iluminada e marcada, por fim, um batom vermelho sangue.
Caminhei lentamente por causa do enorme vestido e desci as escadas. Encontrei Candyce, Beverly e Dylan me esperando. Mesmo querendo evitar ou ignorar, meus olhos teimaram em vasculhar Dylan. O loiro estava uma verdadeira perdição dentro daquele smoking. Não era preciso muito esforço para fazer com que Dylan ficasse uma tentação, ele era bonito até mesmo fazendo caretas.
— Caralho Mave, eu te comeria — Candy disse sorrindo. Se eu não soubesse que minha amiga fosse totalmente hétero, eu acreditaria que ela estava me cantando.
— Eu acreditaria, se não fosse o caso de você amar um pau — Bev respondeu.
Foi inevitável não sorrir. Beverly sempre tinha as melhores respostas na ponta da língua. A morena sempre ganhava uma discussão facilmente.
— Vocês são ridículas — falei. — Vamos?
Dylan que permanecia em silêncio, não disse uma palavra, apenas seguiu para a porta e abriu a mesma. Candy seguiu para fora do apartamento, Bev e por fim, eu. Caminhamos cautelosas por causa dos vestidos e fomos para o elevador. Poucos minutos, estávamos no carro, indo para o local do leilão.
O leilão era algo bastante organizado para algo ilegal. Descobri que para participar, você teria que ter um convite e para obter um convite, era preciso mostrar a sua potência. Mostrei minha potência doando uma quantia generosa para o financiamento do leilão. No convite dizia que o valor arrecadado seria parte para projetos carentes. O quê duvido muito, mas precisei manter o disfarce e doar algo significativo.
Rodolf Keegan nem imagina que terá uma enorme surpresa essa noite. Hoje, será o fim de seu reinado de horrores, suas tramoias maléficas.
O motorista — da limusine que Dylan alugara — parou em frente ao hall de um prédio bastante chamativo para algo ilegal. O lugar era em umas das principais avenidas e de fácil acesso. Dois seguranças mal encarados estavam na porta, descemos do carro e seguimos para perto dos seguranças. Os dois nos encararam, o mais forte se pronunciou:
— Senha.
Era outro fato que descobri. Além do convite e da potência bancária, era preciso ter uma senha. Senha que vinha escrita no convite e a cada leilão, essa senha mudava. Por sorte, no meu convite veio uma senha. Uma senha bem idiota para algo bem organizado.