CINCO

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Nunca volte ao que te destruiu                             — A cabana

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Nunca volte ao que te destruiu
— A cabana

         Eu sentia meu coração parar de bater aos poucos e meu sangue parar de bombear, no minuto em que vi aqueles fios dourados inconfundíveis.

Era real, eu estava acordada, Dylan Campbell estava de volta. E literalmente, em minha frente.

Ele se virou e me analisou. Eu ainda estava estática na soleira da porta e com os shorts sujos de areia. As meninas estavam em silêncio, Dylan colocou o sorriso convencido que tanto odeio em seus lábios rosados. Ele no mesmo lugar que eu, resultaria em uma coisa: um coração partido. E dessa vez, não seria o meu. Mesmo eu ainda não tendo o superado, eu seria forte e indiferente. Não por esconder um sentimento, mas sim, por mim. O quê ele fez, não tem volta, eu não merecia.

— Ela voltou.— Candy disse com um sorriso venenoso nos lábios. Minha amiga estava ansiosa para ver esse reencontro.

Dylan ainda me encarava com o sorriso de lado. Em outra época, eu estaria pulando em seus braços e o beijando. A doce e inocente Mave faria isso. Mas essa mulher forte de hoje, não. Seria diferente, eu faria diferente. Não me entregaria de bandeja a algo passageiro e momentâneo. Muitas coisas aprendi com Dylan, umas delas foi: ele é passageiro. Dylan nunca tem intenção de ficar. Ele faz você acreditar, mas ele nunca fica. Meu erro foi acreditar em alguém momentâneo como Dylan Campbell.

— Onde esteve, Mave?— vi ironia nas palavras de Candy.

Passei reto, indo em direção a geladeira, ignorando o loiro sentado.

— Na praia, acho que é totalmente óbvio—bebi a água da garrafa e virei-me para Beverly que estava em silêncio parada perto do fogão.— Achei que ele chegaria na terça.— falei me referindo ao loiro sentado na cadeira que me encarava.

— Eu também.— minha amiga soprou e mexeu em algo dentro da panela.

—É bom te ver, Mac— Dylan sorriu de lado. Eu apenas virei os olhos e o ignorei.

— Estava com quem, na praia?— Candy falou novamente.

—Dean.—respondi apenas.

—Vai jantar conosco?— Bev perguntou olhando-me de canto de olho.

— Não.

Sem dizer ou escutar nada, sai da cozinha e fui tomar um banho.

Enquanto eu estava no banho, pensei em diversas coisas. Uma delas era que, onde eu arrumaria forças para super algo, não-superado? Nunca fui boa em fingir ou esconder emoções. Ele me conhece bem. Não. Ele conhecia a antiga eu, a nova ele não conhece, e jamais, irá conhecer.

DOSES DE PERIGO [concluído]Onde histórias criam vida. Descubra agora