<< Cap. 7 >>

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Visualizo a mensagem e logo desligo meu celular. Espero que ele me esclareça tudo o que tiver para esclarecer amanhã. Eu realmente estou confusa com essas coisas. Aconteceu tudo do nada... sem explicação alguma. "Alguém está o influenciando, ele é um ótimo menino" lembro do que minha mãe disse. E ela tem razão. Christopher com certeza não iria a alguma festa antes de um dia cansativo de trabalho, a menos que alguém estivesse o induzindo.

Detetive S/n Bianco estará em ação amanhã!

Vou dar o meu melhor para descobrir o que está acontecendo se eu souber que ele não me contou toda a verdade. Vou precisar da ajuda da Luna, já que se eu tentar bolar um plano para saber de algo, Christopher vai descobrir antes de eu executar o plano. Eu sou muito distraída, então com certeza eu deixaria algo passar. Nada melhor do que a ajuda de alguém, ainda mais sendo minha melhor amiga.

Minutos depois eu ouço a porta da frente se abrir e a voz da Kyara reclamando do seu dia. Levanto da cama e paro na porta, para olhar as duas. Enquanto minha irmã mais nova continuava reclamando, minha mãe parecia ouvir atentamente, mas pela sua cara, ela já não aguentava mais. Rio daquela cena. Mãe bufava toda vez que ela parava e logo continuava. Como essa garota tem tanto a reclamar com 12 anos?

— Mãe! — Kyara exclama tirando a atenção dela — Você está me ouvindo? — ela pergunta.

— Hum? — parece que minha mãe havia parado de ouvi-la a algum tempo — Claro que estou te ouvindo — ela termina. Kyara cruza os braços, parecendo não estar convencida com aquela afirmação.

— Você está mentindo! — Kyara exclama irritada. Eu saio da porta do meu quarto e vou lentamente até elas.

— Mal humor logo agora? — levanto uma sobrancelha — Te vi sorrir pouquíssimas vezes, mas posso afirmar que é muito melhor do que você ficar irritada o tempo todo — termino, dando minha opinião.

— Não te perguntei nada...! — ela diz revirando os olhos e indo em direção ao quarto dela — Chata — ela diz baixo, mas eu consegui ouvir.

— Sou mesmo e tenho plena consciência disso — eu digo para ela — Eu só acho que, não sou mais chata do que uma garota que mora aqui e se chama Kyara, conhece? — pergunto para a mais nova. A mesma para. Me olha e logo bufa irritada, entrando em seu quarto batendo a porta. Que revolta, eu hein.

— Vocês não conseguem ficar sem brigar por um minuto? — minha mãe diz me olhando com as mãos na cintura.

— Seria fácil se ela não fosse revoltada com tudo — digo e dou de ombros. Ela suspira e não fala mais nada — Queria passar um tempo com as duas, mas com o mau humor diário da Kyara vai ser impossível  — me jogo no sofá e ligo a televisão — Será que podemos assistir algum filme? Um momento mãe e filha — olho para ela, que se senta ao meu lado.

— Eu jamais recusaria isso! — ela me diz sorrindo. Pelo menos um momento de paz e felicidade eu vou ter hoje!

Dia seguinte

Sexta-feira, 6:00am.

Acabei de acordar por causa do despertador. Não estou com a mínima vontade de levantar... desligo o despertador e fico cinco minutos olhando para o teto. Até que decido levantar e tomar um banho. Me levanto e lentamente vou até o banheiro. Tomo um banho longo e gelado para acordar. Sinceramente, não sei como consegui tomar banho com a água gelada...

Me visto com uma t-shirt, calça jeans, tênis e desço as escadas. Sinto o cheiro do café da manhã. Um cheiro que eu conheço muito bem e que faz  parte da minha infância. Minha mãe fez tiramisù! Além de ter cannoli, que é a sobremesa italiana favorita da Kyara. Se eu já não contei, minha mãe, Giovanna Bianco, é italiana. Ela emigrou pros EUA anos antes de eu nascer. E é cozinheira em um restaurante italiano.

— Bom dia, filha — minha mãe diz sorrindo enquanto se senta na mesa, em frente a Kyara.

— Bom dia, mãe! — a respondo — Bom dia, Kyara — a menor me ignora. Sem educação...

— Senta para comer com a gente — minha mãe me diz. Eu olho as horas em meu celular. 6:46am.

— Eu até ficaria, mas tenho que ir pro estúdio — digo para ela — Mas eu vou levar um pedaço do tiramisù — pego um pedaço e me despeço delas, saindo dali.

O sol quente bate em meu rosto, enquanto ando. Acho que não foi uma boa ideia ter colocado calça e tênis... mas como sou distraída, acabei esquecendo que é verão! Não vou voltar pra trocar de jeito nenhum, acredito que o banho gelado tenha sido o suficiente para me refrescar.

O trânsito está leve hoje, comparado com o de ontem. Nos carros, estão pessoas que estão indo trabalhar e levar seus filhos para a escola. Nas calçadas, grupos de jovens com suas mochilas, indo ao ponto de ônibus para ir à faculdade. Nada de mais por enquanto. Meu celular vibra. É uma mensagem da Luna.

Melhor❤✌:
Você tá surda?

S/n:
Não entendi...?

Melhor❤✌:
Estou gritando seu nome há 3 horas e você não me escuta!
Tô atrás de você

S/n:
Exagerada
Eu estava distraída

Olho para trás e lá está ela, vindo até mim com um sorriso em seu rosto. Quando chega perto de mim ela me abraça com força. Luna, tão doce, mas às vezes tão bruta. Mesmo assim eu a amo! Começamos a caminhar lado a lado.

— E aí? Falou com o Christopher? — ela me pergunta.

— Sim — a respondo — Falei com ele ontem por mensagem, ele me disse que vai me contar o que está acontecendo — digo olhando para o caminho.

— Então está acontecendo algo — ela diz e eu concordo com a cabeça

— Minha mãe acha que tem alguém influenciando ele — digo e dou de  ombros — Mas se eu sentir que ele não me contou toda a verdade, você vai me ajudar a descobrir, não vai? — dou um sorriso, como se eu fosse uma criança que quer o doce favorito que viu na vitrine de uma loja.

— Eu? — Luna diz com a sobrancelha levantada, me olhando sem entender.

— Claro — falo e olho para ela — Você faz um filme onde sua personagem é  detetive... você pode usar o que aprendeu com ela durante esse tempo— falo animada. Sei lá, eu realmente estou animada para fazer isso. Vou me sentir com em um filme/série de detetive, seria o máximo!

— S/n, é um filme, nada garante que isso vai dar certo — ela diz parecendo séria. Estraga prazeres...

— Essa sua frase não vai me abalar e me fazer desistir, Luna — digo confiante — Se ele não me contar toda a verdade, eu vou querer descobrir, sim! — termino.

— Essa sua frase não vai me abalar e me fazer desistir, Luna — digo confiante — Se ele não me contar toda a verdade, eu vou querer descobrir, sim! — termino

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Sueños Y Secretos | Christopher VélezHistórias para pegar e não largar. Descubra agora