<< Cap. 30 >>

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05:55pm

Já tomei meu banho e estou com a roupa confortável e os tênis que Christopher pediu para eu colocar. Por quê? Eu não sei, mas quero muito saber. Após alguns minutos, ouço alguém bater na porta. Levanto da cama e atendo.

— Oi — digo sorrindo, olhando para Christopher, que está em minha frente. Ele está lindo, como sempre...

— Está pronta, peque? — ele pergunta, com seu típico sorriso lindo no rosto e eu apenas concordo — Eu peguei o carro que a Bruna alugou emprestado, vamos usá-lo até a metade do caminho — ele termina de dizer.

Nós descemos e fomos até ao estacionamento. Entramos no carro e ele dá a partida, saindo dali. Ficamos por alguns minutos dentro do carro, até chegarmos no Griffith Observatory. Fiquei sem entender, porque já havíamos vindo aqui... Christopher pega um grande pano que está no banco de trás, sai do carro e abre a porta para mim. Ele me leva em uma direção totalmente contrária ao do Griffith Observatory. Paramos em frente a uma... trilha?!

— Uma trilha? — pergunto com a sobrancelha levantada.

— Sim, vamos ter que andar por essa trilha para chegarmos ao objetivo — ele diz.

— E posso saber qual é o objetivo? — pergunto olhando à ele.

— Não. Chega de perguntas, vamos logo, temos que chegar antes do pôr do sol — ele diz pegando na minha mão e começamos a caminhar pela trilha.

Pelo que vejo, essa trilha é imensa... Estamos há cinco minutos andando sem parar. Christopher, já está quase morrendo, sua respiração está agitada e ele está andando mais devagar. Não andamos quase nada e ele já está cansado.

— Peque — ele me chama e para de andar para respirar. Eu me viro e olho para ele — Não tem como a gente parar para descansar? — ele pergunta com as mãos na cintura, respirando fundo.

— Nós estamos andando há pouco tempo, Christopher — digo o puxando para continuar.

— Você não disse uma vez que tem as pernas pequenas e sensíveis? Como você não está cansada? — ele pergunta.

— Você tem as pernas longas igual a uma lebre e não consegue andar por uma trilha! — exclamo rindo, olhando para frente.

— Boba — ele diz. Não estou olhando para o rosto dele, mas tenho certeza que ele revirou os olhos.

Longos minutos caminhando, já estamos chegando na ponta da montanha da trilha que estamos subindo. Toda vez que Christopher fica para trás, eu tenho que o puxar para ir mais rápido. Sério, ele é muito lento...

Quando chegamos em cima da montanha, consigo ver a cidade toda daqui de cima. Como está anoitecendo, Los Angeles inteira está com as luzes acesas. É lindo! Vejo também o letreiro de Hollywood, deve ser o melhor lugar para ver o letreiro de perto.

Christopher coloca o pano no chão e senta em cima dele. Ele bate a mão no pano, para mim sentar ao lado dele. Espera... Isso me lembra meu... sonho! Sem hesitar, lentamente, eu me sento ao lado dele. Meu coração começa a acelerar por eu estar tão perto dele. Fico olhando fixamente ao pôr do sol. Christopher colocar com cuidado os braços dele sobre meus ombros e faz eu deitar minha cabeça em seu ombro. Está acontecendo tudo como em meu sonho.

É como se meu subconsciente soubesse que isso iria acontecer...

Sinto o olhar de Christopher em mim. Em minha mente ronda perguntas se devo olhar de volta ou não. Eu estou nervosa... e agora...?

Olha para ele! Se der tudo errado você corre!

Ótimo conselho, consciência...

Obrigada!

Sueños Y Secretos | Christopher VélezHistórias para pegar e não largar. Descubra agora