<< Cap. 38 >>

329 51 60
                                        

(2/3)

Mais tarde, os capangas ainda estavam levando o celular para um lugar longe. O líder deles está sentado em uma grande caixa de madeira, girando sua faca na mão. Alguns minutos depois, ouvimos um barulho, como se tivessem chutado a porta de entrada. O homem se assusta e se levanta, indo até a porta e olhando para ver o que está acontecendo. Ele fecha a porta e a tranca.

— Abre a porta! Polícia de Miami! — uma voz masculina diz batendo na porta — Se você não abrir vou ser obrigado a arrombar a porta — ele termina.

— Fiquem quietos! — o sequestrador sussurra. Se a gente pudesse gritar já teríamos feito, mas tem uma fita na nossa boca!

— 1…2…3 — o policial derruba a porta e entra no cômodo, apontando a arma para o homem — Abaixa essa faca — ele manda, mas o homem não faz nada — Abaixa a faca! — ele fala alto e lentamente o homem coloca a faca no chão. O policial pega a faca com o pé e joga para longe. Entra mais policiais no cômodo. Um deles prendem o sequestrador com a algema que a todo momento se debate para tentar escapar. Outros dois ajudam a soltar Christopher e eu.

— Vocês vão pagar! Saírei da cadeia e matarei cada um de vocês! — o homem grita.

— Você vai estar ocupado apodrecendo na cadeia — o policial fala para ele.

Os outros nos levam para fora da casa. Christopher me abraça fortemente e beija minha testa. Estou assustada com tudo isso e sentir o conforto do Christopher me faz sentir melhor. Assim que saímos, vejo Zabdiel encostado em uma das viaturas. Eu corro e o abraço.

— S/a! Que alívio... É bom ver que vocês estão bem — Zabdiel diz e suspira aliviado — Eles não fizeram nada, não é? — ele pergunta preocupado, enquanto eu continuo abraçando-o.

— Não, graças a Deus não fizeram nada — Christopher diz.

— Mas fizeram com a Luna! Eles mataram a Luna! — exclamo e lágrimas escorrem em meu rosto. Zabdiel me abraça mais forte.

— Entrem na viatura, vamos para delegacia, vocês vão fazer um depoimento — um dos policiais diz e nós entramos no carro.

Enquanto estamos indo à delegacia, Christopher está me abraçando enquanto minha cabeça está encostada em seu ombro. A imagem de Luna caindo no chão após levar um tiro, passa por minha mente repetidamente. Choro silenciosamente. Isso dói, dói muito...

Quando chegamos na delegacia, nós entramos e lá encontramos com Richard e minha mãe, a qual está sentada em uma das cadeiras com os rosto preocupado e os olhos vermelhos, parecendo que chorou. Assim que eles nos vêem, se levantam rapidamente.

— Filha! — minha mãe exclama, começa a chorar e me abraça fortemente, fazendo eu retribuir o abraço — Graças a Deus! Fiquei tão preocupada... — ela suspira — Me desculpa não ter te contado sobre a Maggie antes, eu não queria que você ficasse sabendo desse jeito — ela termina e chora pesadamente.

— Eles mataram a Luna, mãe... — eu digo e choro junto com ela.

— Não, não meu amor — ela diz e passa as mãos em meu rosto — Ela está bem! Pelo que sei... —  eu olho confusa para ela com os olhos cheios de lágrima.

— Ela está no hospital — Richard diz.

— O quê? Como assim? E por que não vamos até lá? Por que vocês não a acompanharam?! — eu pergunto desesperada.

— Você tem que dar o depoimento filha — minha mãe diz.

— Ligamos para Bruna e o Brian, eles foram até lá. Erick e Joel também estão lá — Richard fala.

Sueños Y Secretos | Christopher VélezHistórias para pegar e não largar. Descubra agora