Capítulo 3

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Oi, gente! Tudo bom com vocês? Eu sei que eu atrasei duas horinhas nesse capítulo, mas ele foi causa de vários surtos, porque a história é narrada, majoritariamente, em primeira pessoa. Nesse, eu precisei escrever em terceira, então precisei ficar voltando e voltando pra corrigir as conjugações de verbo kk Enfim! Espero que gostem! Não esqueçam de votar e comentar, por favor! Obrigada por tudo! <3

 Nesse, eu precisei escrever em terceira, então precisei ficar voltando e voltando pra corrigir as conjugações de verbo kk Enfim! Espero que gostem! Não esqueçam de votar e comentar, por favor! Obrigada por tudo! <3

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7 de agosto de 2020

Não sei dizer exatamente em que ponto minha obsessão com a Casa das Rosas começou, mas sei que, quando a percebi, já era tarde demais para voltar atrás.

Acho que foi no dia do aniversário do papai. Eu, mamãe e Nathan costumamos visitar o túmulo dele diligentemente todo ano, mas por causa do doutorado, meu irmão não pôde ir daquela vez, então eu e mamãe fomos sozinhas. Ficamos em silêncio a visita inteira, porque eu não tinha ânimo para conversas, o que claramente a magoou, mas ela não disse nada. Sempre foi boa em nos dar espaço quando precisávamos. Vantagens de se ter uma mãe psicóloga.

Naquela noite, quando cheguei em casa depois de passar o dia todo fazendo companhia para minha mãe, me ocupei pesquisando informações sobre a Casa das Rosas no computador com Boa Madame dormindo em meu colo. Esse havia se tornado meu hobby favorito desde que havia lido o diário da antiga governanta, Dolores Barbosa.

O Wikipédia não tinha muito o que me dizer sobre a mansão, apenas informações sobre a arquitetura, sua construção e seu primeiro dono, mais conhecido pelo apelido de Robert of Blackwater. Mas alguns sites menores me ofereciam fotos da casa e inclusive uma da família Blackwater no ano de 1889.

Examinando-a, eu podia supor quem era o Lorde Blackwater e sua esposa, a mulher sentada em uma bela cadeira estofada. No entanto, diferenciar seus filhos era uma tarefa mais complicada. Haviam dois garotos; o maior, um jovem de cabelos escuros por volta de 18 anos, ao lado esquerdo do Lorde Blackwater, e o menor, que eu chutaria ser, talvez, o "pequeno Felipe", sentado ao chão junto à menina mais nova, provavelmente sua irmã. Ambos tinham cabelos escuros — como, aparentemente, todo Blackwater — e um grande sorriso em seus rostos angelicais.

No colo da, também sorridente, senhora Blackwater havia um bebê recém-nascido, e de pé atrás dela, uma moça elegante de cabelos claros, cuja identidade eu não sabia nem começar a chutar. Nem ela e nenhum dos homens sorriam. Parece que toda família tem problemas, não importa a época...

Era uma foto interessante de se analisar, mas sua legenda não me apresentava nenhuma nova informação. Cansada e tendo de acordar cedo no dia seguinte, desliguei o computador e fui para a cama. Demorei a pegar no sono.

No dia seguinte, estava na biblioteca municipal, colocando em ordem os livros devolvidos da semana. Lia as etiquetas, procurava as prateleiras, enfiava o livro em seu lugar.

— A-T-453... — li a identificação do livro novo em folha que tinha em mãos e fui arrastando o carrinho de livros até a seção A. Procurei a prateleira T e então os números 452 e 454. Enfiei o livro em minhas mãos entre eles.

A Casa das Rosas (Hiatus até janeiro)Onde histórias criam vida. Descubra agora