A única coisa que Maxine Jones queria era poder passar seu penúltimo ano do ensino médio tranquilo, como todos os outros; com uma boa vida social, amigos leais e uma família que a apoiava.
Kyle Acroix ferrou com todos os seus planos.
Max não estav...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Nunca tive um relacionamento.
Nunca me senti emocionalmente capaz para ter um, honestamente.
Digo, relacionamentos exigiam muitas coisas, não eram só flores o tempo todo e eu sabia que, caso dessem errado, acabavam com você.
Holly Lamont, minha melhor amiga desde que decidi comer massinha na terceira série e a incentivei a fazer o mesmo — naquele dia, fomos para o hospital juntas e recebemos esporro em conjunto dos nossos pais. Depois do acontecido, ficamos inseparáveis. Nada como uma intoxicação para criar laços, certo? —, era a prova viva disso. Não que seu romance com Ryan Kane, um universitário careta de Los Angeles, fosse exatamente saudável, mas já era o bastante para me deixar minimamente traumatizada.
No momento, ela estava em uma discussão fervorosa com o mesmo no telefone. Antes de atender a chamada, Holly jurou que terminaria com ele. As coisas não estavam indo tão pacíficas quanto imaginávamos.
Analisando a situação, tudo era infinitamente mais fácil quando massinha era o máximo de coisa-não-comestível que colocávamos na boca. Quando genitais masculinos entraram na lista, tudo desandou. Homens sempre desgraçam as coisas. Sempre.
— Prontinho! — Disse após encerrar a chamada.
— Estou orgulhosa de você. — Sorri.
Não que eu achasse Ryan uma pessoa ruim, ele era apenas... Sem sal. Não fedia e nem cheirava. Minha melhor amiga não merecia caras medianos, merecia caras incríveis.
— Eu nem gostava mais dele. — Deu de ombros. — Felizmente, ele mora há meia hora daqui e duvido que vá entrar em um carro para me encher a droga do saco.
— Ryan não entrava em um carro e vinha até aqui há um bom tempo, de qualquer maneira.
— Ótimo ponto! — Ela jogou seus cabelos loiros quase brancos para trás, animada demais para quem havia acabado de terminar um relacionamento. — Vamos esquecer da existência dele e seguir nossas vidas. Se não tivemos um filho, não há provas que namoramos. Ryan Kane? Nunca nem vi.
Ri da sua lógica.
— Se bem que seria tãooooooo legal ser titia! Imagina um bebê com seus lindos olhos azuis e...
— Pode ir parando por aí. Credo! — Interrompeu minha provocação.
No auge dos meus recém feitos dezessete anos e com muitos pela frente para aproveitar, eu também tinha alergia a maternidade por agora. Entretanto, para Holly, um ser humano a chamando de mamãe era a pior coisa que poderia acontecer durante sua vida inteira. Eu não a julgava, embora. Além de ser um assunto que não precisava ser decidido na nossa idade, nenhuma mulher necessita gerar outra vida para se sentir realizada.
— Podemos ir para festa, Srta. Solteira?
— Podemos!
Antes de sairmos do quarto, retoquei meu gloss e meu rímel, além de dar uma última conferida no visual; saia jeans, um body preto com um decote lindo e um Nike branco nos pés. Um look que eu chamo de BB: básico e bonito. Meus olhos castanhos estavam mais puxados para o caramelo alguma razão desconhecida, elevando ainda mais minha autoestima.