CAPÍTULO DEZESSETE

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— Por que me pediu para fazer a ponte entre vocês dois, sendo que já havia ficado com ele? — Perguntei, me controlando para soar indiferente

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— Por que me pediu para fazer a ponte entre vocês dois, sendo que já havia ficado com ele? — Perguntei, me controlando para soar indiferente. Carly não sabia do nosso acordo, não entenderia minha raiva.

— Não havíamos transado quando eu te pedi, Max. Emily me arrastou para um after depois e Kyle estava lá. Admito que praticamente me joguei em cima dele, mesmo sabendo que ele me recusou antes. Acabou como você me alertou que acabaria; apenas em sexo. Eu sinceramente não entendi até agora o motivo de ele fazer tanta questão que eu não contasse a ninguém o que rolou.

Eu entendia. Entendia muito bem. Filho da puta!

A mágoa em sua voz me fez ficar com ódio. Eu quis ir até o apartamento de Acroix e xingá-lo de todos os nomes possíveis. Aquele maldito mentiroso!

Ele não teve nenhum tipo de remorso enquanto me via cumprindo a minha parte do acordo. Eu não me arrependia de ter ido até Nova York, consegui ajudar uma mulher que precisava muito, mas me arrependo amargamente de ter o deixado entrar na minha vida do modo como ele entrou. Passei por cima de todas as minhas más impressões para me aproximar de Kyle. Na verdade, fiz muito mais que isso. Confiei nele em todos os quesitos possíveis para, no final, descobrir pela boca de outra pessoa que ele fez exatamente o que eu tanto implorei para não fazer. Agora, Carly estava apaixonada, cheia de esperanças e, o pior, possivelmente grávida, porque não bastava ferrar com tudo, Kyle ferrou com tudo sendo um irresponsável de merda.

E não, eu não estava me achando no direito de controlar a vida sexual dos outros — pelo menos, não agora. Eu estava chateada unicamente pela mentira. Kyle foi capaz de quebrar nosso acordo literalmente no mesmo dia que ele foi feito. Horas depois. Teve semanas para ao menos tentar se redimir, e simplesmente não o fez.

Acroix permanecia sendo um egocêntrico, e me enganei achando que suas merdas não respingariam em mim por termos nos aproximado. Ele não tinha consideração por ninguém. Sua versão de ''nós'' significava ele e o seu pau. Isso nunca mudaria.

Enterrei toda ira e mágoa que estava sentindo, colocando em mente que tinha problemas maiores para lidar no momento.

— Por que não usou proteção, Carly?

— Ele disse que não tinha e queria ir embora, mas eu insisti que tomava remédio. Acontece que era mentira. Não tinha droga de remédio nenhum. Não sei onde eu estava com a cabeça, Max.

— Eu sei bem onde estava sua cabeça. Sei também aonde a dele foi parar. — Ironizei. — Meu Deus, garota, e se ele tivesse alguma doença? Qual a droga do seu problema?

A primeira lágrima escorreu por sua bochecha, mas ela rapidamente a limpou, respirando fundo.

— Podemos ir? Meu carro está do outro lado da rua.

Assenti, seguindo-a até o veículo. Aparentemente Carly não era tão sensata como eu pensava. Tudo bem que eu também não estava em plenas faculdades mentais quando quase transei com Kyle na piscina, mas, porra, não usar camisinha? E ainda mentir que tomava remédio? O quão cega por uma paixonite uma pessoa consegue ser?

DELICIOSO ÓDIOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora