CAPÍTULO QUATRO

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Kyle Acroix se encontrava no meu quarto

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Kyle Acroix se encontrava no meu quarto.

E, como o insuportável que era, estava fuxicando minhas coisas, enquanto eu gritava pela milésima vez para ele largar algum objeto ou peça de roupa, incluindo a droga de uma calcinha fio dental!

Agora, outra coisa nos ligava além do acordo: estar na lista de pessoas que Justin Jones odiava.

Tudo bem, estou sendo um bocado dramática, mas meu irmão realmente saiu batendo portas e xingando palavrões após nossa conversa com ele. Era difícil saber o que o irritou mais; a intervenção em seu pedido ridículo de casamento ou a notícia que eu e Kyle viajaríamos juntos como (falsos) namorados.

De qualquer forma, J.J podia tirar o tempo dele para digerir as informações e todos os nossos discursos sobre casar na adolescência. E foram ótimos discursos, diga-se de passagem. Eu esperava mesmo que tivéssemos conseguido enfiar algum juízo naquela cabeça oca.

Em relação a grande farsa, eu sabia que seu medo era eu acabar magoada de verdade. Conhecendo o melhor amigo que tinha e sua trilha de corações partidos, Justin tinha razão de odiar a ideia. Entretanto, ele precisava entender que Kyle, para mim, era terreno proibido. E sempre seria.

— Vamos treinar o que, afinal de contas? — Perguntei.

Acroix sentou na minha cama, de frente para mim.

— Me abraça.

Franzi o cenho.

— Por que?

— Anda, Max.

— Kyle...

Sem esperar mais alguma atitude minha, ele me puxou pela mão, aproximando nossos corpos e envolvendo seus braços ao meu redor. Fiquei paralisada, sem saber como agir.

Quando nos separamos, perguntou:

— Como você quer que acreditem que somos namorado e namorada se não consegue ficar confortável quando te toco?

Suspirei, porque infelizmente ele tinha razão. Entretanto, também não significava que alguma chave magicamente viraria no meu cérebro e, de uma hora para outra, eu me acostumaria com seus toques. Em todo esse tempo que Kyle era melhor amigo de Justin, nunca tivemos contato além do básico. Algumas brigas também estavam inclusivas, óbvio, mas nada comparado a isso; abraços, intimidade, conversas civilizadas.

— Tudo bem. — Murmurei. — Vamos tentar novamente.

— Agora você me abraça.

Senti um nervosismo estúpido na boca do estômago. Qual é, Maxine, é só um abraço. Você pode dar em qualquer pessoa. Não é o fim do mundo, repeti mentalmente, aproximando-me ao ponto de nossos joelhos se roçarem. Coloquei uma perna por cima da dele, entrelaçando meus braços em seu tronco, enquanto descansava a cabeça em seu peito.

DELICIOSO ÓDIOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora