CAPÍTULO SETE

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— Ainda acho que você exagerou comprando na Gucci

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— Ainda acho que você exagerou comprando na Gucci. — Eu disse, dentro do carro, analisando as sacolas no banco de trás.

— Eu dei a ideia, você aprovou, então comprei. — Deu de ombros.

— Como diz Ariana Grande... I see it, I like it, I want it, I got it. — Kyle riu, colocando o dinheiro do estacionamento na máquina. Logo estávamos a caminho do Meat Royalty. — Acho que o Zion vai ficar doido no presente dele!

— Acha mesmo?

— Aham! Nos presentes, quero dizer. Já que você comprou três!

— Que culpa eu tenho se amo meu afilhado?

A imagem de Kyle com aquela criança linda me fez inevitavelmente derreter por dentro, e, droga, fiquei ansiosa para vê-los juntos no ano novo.

— Ele vai crescer mimado! — Protestei, fazendo-o abrir um sorrindo cínico. — Você já o deixou mal acostumado, não é?

— A Ivy provavelmente se arrepende muito de ter me escolhido como padrinho. — Balancei a cabeça em negação, rindo. — Acho que você vai gostar do seu também.

— Como?

— Do seu presente.

— Você me comprou um presente?

— Claro, linda.

Por mais que ele tenha passado vários natais na minha casa, nunca pensei que um dia trocaríamos presentes. Agora eu me sentia na obrigação de lhe dar um também, embora não fizesse a mínima ideia do que comprar. Felizmente, ainda tinha algum tempo para pensar.

— Tudo bem. E se eu não gostar? — Perguntei apenas para provocar, porque não me importava. A intenção era o que valia no final das contas.

Paramos no sinal vermelho, e Kyle se virou para mim com um olhar confiante.

— Quer apostar?

— Não. Acho que não consigo entrar em mais um acordo com você. Não tenho nem saúde mental para isso.

Ele riu, insistindo:

— Não é nada demais. Prometo.

Suspirei.

— Qual a sua ideia?

— Se você gostar, vai abaixar a guarda para mim. Me deixar te mostrar que não sou uma babaca... Bom, não um babaca completo, e que podemos ser amigos.

Sua proposta me deixou realmente surpresa. Kyle queria mesmo ser meu amigo? Se aproximar de mim?

Buscando afundo em meus sentimentos, percebi que não o odiava. Ele me estressava? Muito. Eu concordava com o modo que ele administrava sua vida amorosa e sexual? Não. Entretanto, não éramos mais completos desconhecidos. Querendo ou não, nosso acordo nos aproximou. Apenas me restava descobrir se isso era bom ou ruim.

DELICIOSO ÓDIOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora