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Maya é a administradora da empresa de games em São Paulo, mas recebeu uma proprosta irrecusável de emprego em outra cidade. Do dia para noite Maya tem que se mudar deixando toda sua...
Passar um mês com a Maya foi a melhor coisa que me aconteceu em anos, ficamos bem próximos, sempre que a Bella sai com o Derek ficamos no apartamento dela esperando eles chegarem.
A cada dia que passa o que eu sinto pela Maya só aumenta, no dia no apagão foi a primeira vez que senti ela de verdade, ela baixou a guarda para mim e foi apenas ela, mas quando eu ia beija-lá ela saiu correndo, fugiu do terraço e nunca me explicou o por quê.
Ontem conheci uma das irmãs dela, ela é tão bonita quanto a Maya, elas têm os mesmos olhos, mas as semelhanças acabam aí. Além da Mariah ter cabelos escuros, os olhos maiores e marcantes, a personalidade delas é contrária, Maya é mais centrada, na dela, calma, e a Mariah é o oposto, extrovertida e fala bastante.
Estou no escritório viajando em meus pensamentos quando batem na porta já aberta e adentram na sala.
Quando viro a cadeira, lá estava ela.
- Boa tarde, Henri- fala sorrindo.
- Boa tarde, Maya- sorri para ela- não te vi pela manhã. -comento.
- Eu sei, desculpa por isso, a Mariah cismou em fazer um café da manhã para mim e insistiu para que viecimos juntas para relembrar os velhos tempos. - ela revira os olhos ainda sorrindo- e acabei me atrasando.
- Eu vi quando chegou e não chamaria de atraso e sim de chegar no horário, você está tão acostumada a chegar meia hora antes que acho que você nem sabe qual seu horário de trabalho mais-falo rindo dela.
- Engraçadinho.- ela sorri sem mostrar os dentes.
- Veio só para me ver?
- Para falar a verdade sim, você não foi almoçar com a gente hoje, está tudo bem?- ela pergunta.
É incrível como em tão pouco tempo ela já sabe mais de mim do que até eu mesmo.
- Não é nada demais, só muito trabalho.
- Tem certeza que só foi isso?
- Tenho.
- Você sabe que eu sei que está me escondendo algo, não sabe?
- Não, eu sei que você é muito teimosa e não vai desistir -reviro os olhos- meus pais me ligaram hoje pela manhã, e não foi uma conversa muito agradável. - ela me olha de forma carinhosa.
- Brigaram?
- Não exatamente, eles só jogaram muita coisa em cima de mim, responsabilidade e mais responsabilidade. - falo e suspiro alto. Ela fecha a porta da minha sala e vem até mim, pega minha mão me fazendo olha-lá e encosta o seu corpo na minha mesa.
- Você não precisa carregar tudo sozinho, estou aqui para o que precisar, sei como é duro ter que carregar a dor do mundo sozinho- ela fala com um sorriso gentil nos lábios e o olhar carinhoso de sempre.
- Obrigada, também estou aqui para o que precisar. - Sorri para ela. - Posso te perguntar uma coisa?- falo me levantando da cadeira ficando de frente para ela.
- Po... pode- ela gagueja um pouco parecendo nervosa.
- Como são os seus pais?- ela pareceu ainda mais desconfortável.
- Não temos uma relação muito boa, se não se importar, podemos não falar deles?
- Tudo bem, quando estiver pronta para falar, estarei pronto para ouvir. - falo e coloco uma mecha do seu cabelo atrás da sua orelha. - Você é muito linda. - ela cora no mesmo instante. Fico olhando para ela, admirando cada detalhe do seu rosto.
Nossos olhos se cruzam e vejo o desejo nos seus olhos, me aproximo mais dela e coloco minha mãos em sua cintura a puxando para mim. Ela se assusta a princípio mas não se afasta.
- Henrique eu...é melhor- ela fala um pouco nervosa.
A puxo ainda mais e coloco uma das minhas mãos em seu rosto, o acariciando com delicadeza. Ela me olha nos olhos o tempo inteiro, vacila um leve segundo quando passo a minha mão em sua nuca.
- O que você está fazendo?- ela pergunta com dificuldade, percebo como ela fica nervosa com nossa proximidade.
- Acho que vou te beijar agora.- falo a puxando mais para mim e selando os nossos lábios.
Ela retribui o beijo no mesmo instante, ela deseja aquele momento tanto quanto eu, pelo menos foi o que me fez sentir. Foi um beijo calmo e tranquilo, ela coloca suas mãos em meu rosto a puxando mais para si, eu aperto sua cintura com delicadeza.
Nos separamos por falta de ar e fiquei a olhando, mas ela ao contrário de instantes atrás, não me olha nos olhos.
- Maya, eu...- sou interrompido.
Alguém bate da parede de vidro que divide nossas salas e quando olhamos para a sala da Maya vimos a última pessoa que queria ver. O Thiago.
- Eu tenho que ir.- Maya fala saindo sala sem esperar minha resposta.
Vejo o ela entrar em sua sala, ela fala e sorri para o Thiago que retribui o sorriso. Não suporto esse cara, ele dá em cima da Maya na maior cara de pau e ela nem percebe, se ele viu o nosso beijo foi até bom para ele saber que tem concorrência.
Sento na minha cadeira com o objetivo de me concentrar no trabalho, mas não consigo parar de olhar para eles, não consigo ouvir a conversa mas aparenta ser de trabalho, o que me deixa mais tranquilo.
Ainda não acredito que beijei ela, foi um beijo tão doce e calmo, se antes eu tinha dúvida, agora é uma certeza, o que eu sinto por ela, seja lá o que for, ela sente o mesmo por mim.
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Sorri com meus proprios pensamentos, afinal, conhecendo a minha loirinha como conheço, foi sorte ela não ter fugido na mesma hora que a toquei.