|Nota da autora:
Hello, pumpkins.
Gente, sei que todos estão bem ansiosos para esse capítulo, porém, é importante que vocês leiam esse aviso! Vou ter que me adequar devido ao EAD, infelizmente tenho muitas coisas para fazer e não tenho tanto tempo para escrever. Quem está aqui desde o começo sabe que eu postava de dois em dois dias, porém, agora postarei um por semana pelo menos até eu conseguir resolver minha vida em relação as aulas online, espero que vocês entendam! Boa leitura.
Lisa
Entrei na mansão e estranhei o silêncio absurdo em que a mesma se encontra, geralmente o meninos estão sempre fazendo alguma bagunça, nem parece que estamos aqui a trabalho porque tudo eles transformam em zoação, incrível.
— Lisa! Você finalmente apareceu. — Lua levantou-se do sofá e veio em minha direção com um sorriso no rosto.
— Uma hora eu ia ter que dar as caras. — Dei de ombros.
— Fernando contou para gente o que houve, você está melhor?
— Sim, sim, muito melhor, obrigado pela preocupação.
— Que nada, sei que não tivemos oportunidade de nos aproximar, mas mesmo estando pouco tempo na casa, desenvolvi um carinho enorme por todos. Ver a aflição dos meninos sem saber de você me deixou preocupada também. — Diz e eu sorri.
— Obrigado! Mas falando neles, onde estão?
— Japa, Pires e o Fixa foram ajudar a tia na compra do mês, e o Nobru está gravando um vídeo pro canal junto com o Jefão.
— Ah sim, eu vou ir falar com eles então.
— Ok, fico feliz que esteja bem!
— Obrigado, mais uma vez.
Segui em direção ao cenário em que a gravação está acontecendo e quando cheguei no mesmo, parei ao lado da cortina tendo a visão do Bruno e do Jefão sentados de frente para mim, pelas coisas que eles estão falando, estão jogando um x1 dos crias. William se encontra de costa para mim com a câmera em suas mãos.
Confesso que senti saudades da minha rotina, por mais que seja um pouco estressante e cansativo, quando nós saímos da rotina que tanto reclamamos, sentimentos muita falta. Eu poderia ficar aqui admirando essa cena até o vídeo acabar mas em uma olhada rápida para câmera, Bruno percebeu a minha presença e arregalou os olhos, parece até que eu sou o gasparzinho.
— Melissa! — Levantou da cadeira rapidamente e veio em minha direção, me puxando para um abraço assim que chegou perto o suficiente para isso.
— Hey, não precisa me esmagar. — Brinco e ele me solta.
— Como assim você está aqui? Pensei que sua licença era de sete dias. — William coloca a câmera em um canto e me abraça.
— Melhorei antes do previsto.
— Que bom! Essa casa não é a mesma sem você. — Bagunça meu cabelo em um gesto de carinho, me fazendo sorrir.
— Exatamente, ficamos preocupados com você. — Jefão diz e me abraça também.
— Desculpa se fiz vocês ficarem preocupados, mas eu estava tão mal que precisava ficar um pouco sozinha.
— Claro que você sente muito! Custava mandar uma mensagem para dizer que está viva? - Bruno dispara e eu respiro fundo.
— Eu mandei um email para o Fernando, não deixei de avisar!
— Ah claro! Um e-mail deixa todo mundo menos preocupado mesmo. — Bufa. — Em que mundo você vive? Caralho! Você some por uma semana, manda um e-mail com atestado de uma médica que nem é a que temos a disposição aqui, dizendo que tá doente, some e espera realmente o que? Que a gente dê uma festa? Acorda, porra! — Gritou, me fazendo assustar.
— Não precisa de tudo isso, filho. — Jefão tenta intervir.
— Não! A Melissa tem esse problema de achar que é ela contra tudo e todos sozinha e acaba esquecendo que estamos aqui pra ela, que nos preocupamos, isso não foi justo!
— Eu sei que não foi justo e você não precisa gritar isso na minha cara! Eu já sinto muito e não vim aqui para brigar com nenhum de vocês. Eu só quero muito falar com você em particular e depois voltar para a minha rotina, então, por favor não torne as coisas difíceis de se resolverem por conversa. Prometo que deixo quem quiser me dá esporro depois. — Nobru estreitou os olhos em minha direção, mas por fim concordou com a cabeça.
— Vamos para o quarto!
Saiu na frente e eu o segui após acenar para Jefão e William.
— O que é que está aconteceu? — Questionou assim que fechei a porta do quarto atrás de mim.
— Aconteceu a coisa mais louca possível! — Pisquei seguidas vezes ao sentir que as lágrimas já estavam brotando nos cantos dos meus olhos. — Eu estou grávida. — Confessei e lá estavam as lágrimas rolando, eu ainda não conseguia evitar o sentimento ruim que sempre me alcançava ao falar isso em voz alta. Era como se eu só me lembrasse quando falava sobre.
— Você está grávida? — Questionou pausadamente e eu sabia que ele estava chocado. — Foi por isso que não se consultou com um médico daqui? — Concordei. — Melissa, é do Victor? Ele já sabe?
— Não é do Victor! Estou com dois meses e eu não transei sem camisinha com ele durante esse tempo. Foi com você, o filho é seu.
E, agora sim pude ver o pavor passar pelo rosto dele e o que antes era choque, agora era pavor puro. Bruno arregalou os olhos e a única coisa que ele conseguia fazer era tentar falar alguma coisa, mas nada saia.
— Eu também não sei o que fazer e o pior, estou me sentindo muito mal com isso, minha médica quer que eu faça tratamento psicológico se escolher seguir com a gravidez. Bruno, eu preciso de ajuda, preciso saber o que você quer porque eu estou com um misto de sentimentos, ao mesmo tempo que eu quero essa criança, eu também não quero e estou ficando um lixo por causa disso. Eu penso que pode acabar com minha carreira porque as pessoas do outro lado da tela são cruéis demais e também porque eu nunca quis um filho e eu sei que se existe culpado somos nós dois pela irresponsabilidade, porém, eu continuo sentindo algo muito ruim. — E, sim, eu estava nervosa e com uma enorme vontade de desabafar.
— Eu não sei o que te dizer, de verdade, eu não sei o que fazer. O que nós vamos fazer, Melissa? Eu sempre vi você como uma pessoa que sempre sabe tomar decisões, você nunca hesita e agora nós dois estamos atordoados.
— Você acha que seremos bons pais? Olhe para nós e me diga se temos alguma condição de cuidar de uma criança? Eu não sei se temos estruturas e se não pudermos ser o melhor para essa criança, eu não sei se quero ter! Eu não quero viver a minha vida infeliz ao olhar para meu filho e eu também não quero que ele sofra por não ter pais amorosos e uma criação saudável.
— Eu não quero que o aborto seja uma opção, eu quero que a gente converse com alguém, eu quero ajuda.
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Submerged
Hayran KurguDeterminação. Essa é a palavra da vida de Melissa, tudo o que ela conquistou foi graças a si mesma, ela nunca duvidou de seu potencial. Sempre fez de tudo para tornar o seu sonho em realidade e conseguiu, hoje ela é um dos principais nomes femininos...
