#1 LUGAR NO CONCURSO MISTÉRIOS DA ÍNDIA NA CATEGORIA ROMANCE
#3 LUGAR NO CONCURSO BEVELSTOKE NA CATEGORIA ROMANCE ADOLESCENTE
"(...) e acima de tudo, eu queria te agradecer por me apresentar o amor. Esses meses com você foram os melhores da minha v...
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As coisas em casa melhoraram consideravelmente depois que eu fui na escola de Jenny. Nunca tinha me visto daquela forma, nem mesmo quando mexiam comigo antigamente. Mas só de ver o rostinho sonso e irredutível daquelas meninas, algo dentro de mim ferveu como um caldeirão. Falei umas poucas e boas, nem me importando se elas eram 2 ou 3 anos mais novas que eu. Podiam ser mais novas, mas de inocentes não tinham nada. E, claro, tive uma ajudinha de Sara, que descobriu coisas bem cabulosas das que tanto julgavam minha irmã. E foi o suficiente para elas nem olharem mais para Jenny até, no mínimo, todas entrarem numa faculdade. Só queria ter encontrado aquele mentirosinho também...
— Fumando os cigarros do pai? — Michael segurou a risada, jogando uma carta na mesa. — Tem certeza que elas não são adultas em miniatura?
— Pois é. — concordei, comprando uma carta e passando a vez para Sara. — Essa juventude de hoje em dia...
— Bem, eu não posso julgar muito, né. — Sara falou baixo, um misto de vergonha e orgulho em sua voz. Eu sabia exatamente do que ela estava falando e não prendi minha gargalhada.
Sara é um espírito livre, digamos assim. Nada a prendia, nem mesmo seus pais, desde que fizera doze anos. No mesmo dia do seu aniversário, seu irmão mais velho sofreu um acidente de carro e ficou três meses em coma. Infelizmente, ele não resistiu. E a partir dali, mesmo tão nova, já tinha consciência de como a vida podia ser efêmera, e não desperdiçou mais um dia. Decidiu fazer tudo que seu irmão não teve a oportunidade de fazer, e a cada loucura, mesmo que meio suicida, ela o homenageava. Falava que vivia pelos dois agora. Eu a admirava com todo meu ser.
— Mas eu nunca julguei ninguém como elas estavam fazendo. E ainda faziam errado! Ah, se eu pego aquele garoto na minha frente... — a loira continuou, novamente na sua vez de jogar.
Jogávamos uma espécie de pôquer que nós três tínhamos inventado. Não tinha tantas regras como o original, e a aposta central era alguma bebida alcoólica. Se eu perdesse, tomava apenas um shot, que era o suficiente para me deixar alterada. A disputa real era entre Michael e Sara. Depois de duas rodadas, e eu tinha perdido as duas, as cartas e o porão da casa dos Lancaster já começavam a girar.
— Eu quero ver... quem vai virar essa cerveja... já que eu... GANHEI! — joguei as minhas cartas no meio da nossa roda, tinha acabado de completar uma full house. Enquanto eu fazia minha dancinha, sacudindo as mãos e a cabeça, meus amigos se encaravam, os lábios pressionados segurando uma risada. — O que foi?! Eu ganhei! Olha!
— Não ganhou, Summer. — Michael já adquiria um tom escarlate, de tanta força que fazia para segurar o riso.
— Mas é óbvio que eu... — apontei para as cartas, com toda certeza do mundo. Então as olhei com mais atenção: um par de cartas número dois e uma trinca de cartas número seis. Ou pelo menos eu achava, já que uma das que eram pra ser um seis, era um nove.