#1 LUGAR NO CONCURSO MISTÉRIOS DA ÍNDIA NA CATEGORIA ROMANCE
#3 LUGAR NO CONCURSO BEVELSTOKE NA CATEGORIA ROMANCE ADOLESCENTE
"(...) e acima de tudo, eu queria te agradecer por me apresentar o amor. Esses meses com você foram os melhores da minha v...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Não foi difícil convencer Sara e Michael que eu e Kyle tínhamos nos resolvido com aquela conversa, e que eu apenas precisava de um tempo absorvendo tudo até que voltássemos ao que éramos antes - ou pelo menos o mais próximo disso. Mas convencer Jenny do mesmo... ah, isso sim foi difícil. Para ela eu tinha que ter dado um pé na bunda dele, quebrado os vidros do seu carro e jurar nunca mais olhar em sua cara. E eu até achei graça naquilo.
Jenny podia ser uma menina muito inteligente e de certa forma até meio "avançada" para sua idade, mas ainda tinha muito que aprender, principalmente em como a vida pode ser e é muito injusta. Eu sentia falta dessa inocência, de achar que um relacionamento era algo que envolvia apenas duas pessoas e o amor entre elas. Mas às vezes entra um pai alcóolatra no meio e a gente tem que aprender a lidar com isso pelo bem dos dois.
Eu achei que seria fácil chegar em casa e simplesmente seguir o dia normalmente, já que Kyle tinha se explicado e na minha percepção eu não tinha motivos para não acreditar nele. Mas ainda doía. Convencer meu coração que aquilo tudo tinha sido um engano e que meu namorado ainda era a pessoa boa e incrível que conheci demorou um pouco mais do que eu achava. Em poucas horas eu passei por todo o êxtase do meu aniversário, de estar com as pessoas que amo e de ser pedida em namoro, e caí como numa montanha russa por uma das piores sensações que já senti: a dúvida.
Mas, segundo Sara e até mesmo Michael: não tinha álcool que não curasse essa angústia. E o que eu podia fazer se não aceitar seus convites de me deixarem bêbada? Dessa vez não tinha bem um motivo como último dia de aula ou pré-aniversário, mas ser verão e estarmos livres de obrigações por mais um mês e meio já era o bastante.
Depois do jantar só avisei para minha mãe que iria até a casa de Michael e pedalei a todo vapor, o que não era algo muito fácil de se fazer usando saia. Dei sorte pela casa do meu amigo não ser tão longe, mas a mesma não durou muito. Não sei bem o que aconteceu, talvez fosse a euforia de estar indo ver meus amigos, mas na hora que fui descer da bicicleta enganchei o pé em um dos pedais e caímos as duas no chão. Daisy devia estar com algum prego solto e eu só percebi isso quando o senti rasgando a pele fina do meu tornozelo, por pouco não pegando na minha tatuagem recém feita.
Levantei do chão dando pulinhos e resmungando por ter manchando meu tênis de sangue na mesma hora que a mãe de Michael abriu a porta, provavelmente o gritinho que eu dei quando caí deve ter chamado mais atenção do que um simples toque na sua campainha.
— Ai, Summer, coitadinha! — ela correu ainda com luvas de cozinha nas mãos e ergueu minha perna para ver o corte. Não tinha sido muito fundo, mas o sangue deixava a situação bem mais dramática. — Eu preciso ver o bolo no forno, mas você pode ir lá no meu banheiro lavar isso. Coloque um... — seus olhos se focaram em algo atrás de mim e ela sorriu com todo o rosto. — Ah, que ótimo! Pronto, o Kyle vai lá te ajudar.
Meu coração deu um salto ao escutar o seu nome e quase parou de bater quando senti suas mãos compridas nos meus braços. Seu perfume logo invadiu meus pulmões e por um instante até esqueci a dor chata no meu tornozelo. Como eu senti falta dele...