Capítulo Oito

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CAPÍTULO OITO
PARTE UM:

Benjamin Scott POV

Acordei com um corpo deitado sob o meu e franzi a testa. Os cabelos escuros de Ayla estavam espalhados pelo meu travesseiro, seu cheiro impregnado no meu nariz. Acariciei as costas nuas da morena e isso fez com que ela acordasse. O sorriso em seu rosto era enorme.

— Bom dia. — sussurrei.

Ayla se espreguiçou ainda em meus braços e beijou meus lábios de maneira rápida.

— Bom dia, Ben. — coçou os olhos — São que horas?

— Não faço ideia. Vou preparar um café da manhã para nós dois, pode ser?!

— Eu iria amar.

Ayla se levantou da cama com calma. Observei seu corpo nu caminhando pelo meu quarto e indo em direção ao banheiro. Respirei fundo sabendo que poderia acordar com aquela visão todos os dias.

Ouvi o barulho do meu despertador tocando. Bufei alto batendo minha mão em cima do relógio a fim de desligar aquele som chato. Sentei-me na cama, olhei a minha volta e constatei que estava sozinho. Me joguei na cama um pouco estressado, sem nem saber ao certo o motivo do meu estresse.

Ayla poderia ter muito bem dormido comigo, mas ela preferiu voltar para casa. Algo que me fez perceber ainda mais que as intenções dela não passam de uma curtição, queria ter conseguido me controlar mais e me impedido de ter qualquer tipo de sentimento por ela. Não, eu não diria que estava apaixonado ou algo assim, mas estava me sentindo bem demais ao seu lado e a queria sentindo da mesma maneira SOMENTE comigo. Consegue entender?

Me levantei da cama, fui até o banheiro fazer todas as minhas higienes. Vesti uma bermuda e um tênis. Na sacada da minha casa tinha uma esteira. Geralmente, quando eu não estava nem um pouco a fim de ir a academia fazia exercícios em casa mesmo. Era bem melhor.

Comecei a correr fitando as pessoas na praia. Cada vez mais rápido. Estava me sentindo bravo por ter sonhado com Ayla, não era pra ser assim.

— Ele deve estar por aqui. — ouvi a voz de George e fiz uma careta.

— Não dei a chave da minha casa para vocês para invadirem! É só em caso de emergência. — reclamei, ainda correndo e sem olhar para trás.

— Está de mau humor?

Ouvi a voz gostosa de Ayla e parei de correr rapidamente. Desliguei o aparelho me virando para ela que me encarava com um sorriso, escorada no batente da porta. Usava um short jeans e uma blusa curtinha, estava de biquíni.

— O que houve? — perguntei um pouco desconfiado, com a respiração ofegante.

— Os meninos passaram lá em casa para levar as meninas à praia e pedi uma carona até aqui. Não gostou da surpresa?

Minha respiração estava ofegante. Peguei a toalha de rosto, sequei o meu suor e abri um sorriso.

— Claro que gostei.

— Está de mau humor? Prefere que eu vá embora? — franziu a testa.

— Não, Ayla. Fica aqui, está tudo bem. — me aproximei dela.

Ayla abriu um sorriso antes de pular em meu colo, beijando a minha boca. Suas pernas se prenderam em minha cintura e ela abraçou meus ombros. Nosso beijo não estava sendo quente como de costume, estava ainda mais gostoso que o normal.

— Você está muito tenso. — sussurrou. 

— Acordei nervoso. — admiti.

— Quer relaxar um pouco? Posso te ajudar nisso.

Amor em chamas || Original Onde histórias criam vida. Descubra agora