Capítulo Vinte

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Não tive tempo de assimilar o que estava acontecendo, em apenas um segundo estava suspenso de cabeça para baixo. Aquilo me lembrou da nossa fatídica luta, onde eu quase desisto de ser o ninja que sou hoje. Ele estava assustado, eu estava assustado.

--Oi! Desculpe, pensei que ainda estava no escritório. - Isso ainda não é motivo de invadir o quarto dos outros seu imbecil! Me repreendi e tentava parecer calmo diante a situação.

Ele claramente estava irritado, senti quando sua areia fez mais pressão na minha perna e precisava evitar uma tragédia maior.

--Olha, sei que já tivemos um passado sombrio, mas acho que quebrar minha perna não vai resolver os problemas.

--Sinto muito! Fui pego de surpresa e isso me irritou um pouco. Pensei que tinha trancado a porta. - Ele me colocou sobre a cama e ficou no mesmo lugar me encarando. Estava nervoso, envergonhado e sentia que tinha feito a coisa mais horrível do mundo, não sabia o que falar.

Fiquei sentado na cama e disse:

--Eu peço desculpas mais uma vez.

--Então, o que você quer?

Não sabia o que responder, aquela imagem dele recém saído do banho, os cabelos ainda molhados e seu roupão revelando seu perfeito porte físico, me encantou. Tinha como ele ser mais perfeito?

--Lee?

Logo saí de meus devaneios e me concentrei em sua pergunta.

--Eu estive andando pela sua Vila. É bem diferente de Konoha, porém é muito charmosa. - Charmosa era esse ser perfeito na minha frente, de roupão com a pele úmida pedindo, implorando para lhe possuir. Desejava ser aquele maldito roupão. - Eu vi uma loja de roupas e não sabia se você tinha um desses.

Estendi a sacola para ele, parecendo um pouco inseguro ele pegou e abriu, fiquei atento, queria ver qual expressão ele faria ao receber de fato um presente bom. Ele não disse nada, então resolvi falar mais:

--Antes dos Exames Chunins vai ter um festival, é bem comum as pessoas usarem essa vestimenta. Não sei se você gosta desse tipo de coisa, mas gostaria que usasse isso durante o festival.

Ele olhou da yukata para mim, avaliando o presente. Estava nervoso, será que estava dando a entender minhas reais intenções para ele?

--Você pode me ajudar a vestir isso? - Gaara me pediu e seus olhos ainda estavam inquisidores. Algo passava na cabeça dele e eu queria muito saber o que era. Com um pouco de receio me levantei e peguei sua yukata, ele me encarava determinado e sem tirar os olhos de mim ele tirou seu roupão. Impossível não passear meus olhos naquela beleza espetacular a minha frente.

Sua pele muito branca em comparação ao lugar quente e ensolarado em que via, tinha um certo brilho e tenho certeza que é bem macia, ruborizei imaginado o quanto e onde queria toca-lo. Desviei meu olhar e pedi que ele ficasse de costas para mim, me aproximei e notei a nossa diferença de altura, deu vontade de abraça-lo e beijar sua nuca exposta e ir descendo pelas costas...

Tentando controlar minha imaginação foquei na simples tarefa de vesti-lo naquela bela yukata, ao qual eu teria o enorme prazer em me desfazer dela e tortura-lo com prazer.

--Estenda seus braços para trás.

Queria toca-lo, queria sentir sua pele o mínimo possível que fosse, queria agarrar seu braço e vira-lo para mim e por fim o beijar, um beijo que fosse avassalador o suficiente para deixa-lo louco por mais. Quando o tecido chegou em seus ombros eu tive o mínimo prazer de senti-lo em meus dedos. Acho que minha paixão por Gaara estava se tornando uma obsessão.

Minhas mãos tremiam de emoção, ele se virou e por um momento seu rosto parecia transparecer um desejo.

--Está tudo bem?

Levantei uma mão para toca-lo, queria o puxar em meu peito e abraça-lo, mas me contive no último momento e fui embora sem dizer nada. 

Gaara & Rock LeeOnde histórias criam vida. Descubra agora