Capítulo Três

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Kankuro e Temari se tornaram bem íntimos dos ninjas da Folha, ao ponto de que minha irmã casou com um ninja de lá. E Kankuro saía para se divertir com alguns ninjas de lá, e isso incluía Lee, e meu irmão os convidou para dormirem na nossa casa, nem preciso dizer que o jantar foi difícil para mim. Enquanto eles bebiam e jogavam conversa fora, eu tentava ao máximo não olhar para Lee, aquilo me causou um desconforto e vergonha imenso e esperava que nenhum deles reparasse no meu comportamento estranho.

Me mantive o mais longe possível da conversação, porém em algum momento Lee e seus companheiros me surpreenderam.

--Kazekage, o Hokage Naruto nos pediu para entregar alguns presentes pelo seu aniversário. - Neji estava menos antipático como era habitualmente. Naruto não precisava me mandar presentes, só o fato dele lembrar me deixava alegre.

--Eu agradeço muito, espero não ser grosseiro mais quero os abrir mais tarde.

--Tudo bem! São os seus presentes de todos os outros Kages, até o sexto Hokage mandou algo. Disse que vai ser muito libertador pra você. – TenTen estava um pouco alta. – Vindo de Kakashi-sensei aposto que é algum daqueles livros pervertidos! - Ela riu bem alto e bateu com força em Neji.

--Ok! Acho que alguém passou dos limites e precisa ir pra cama. – Neji tentou apaziguar as coisas.

--E como eu fui avisado um pouco tarde sobre seu aniversário Gaara-san, eu trouxe um presente também. – Lee estendeu um pacote em minha direção com aquele maldito sorriso bobo! Estava nervoso, queria recusar, me levantar e ir embora, mas não queria que me vissem como um mal humorado. – Espero que goste, é algo que vai manter o fogo da juventude acesso!

Meu fogo estava realmente acesso e ele não fazia ideia. Abri seu presente e fiquei espantado quando vi aquele macacão horrível. Kankuro estava do meu lado e gargalhou alto, cuspindo o vinho que tinha acabado de colocar na boca, TenTen fez cara de nojo.

--Não acredito que você deu esse macacão horroroso para o Kazekage?! – Ela gritou e deu um soco em sua cabeça.

--Você vai se sentir mais jovem! Mais vigoroso e vai ver que é muito confortável! – Ele fazia uma propaganda infeliz para aquele traje e nem imaginava o quanto vigoroso estava me sentindo.

Agradeci os presentes e finalmente tive minha deixa para ir embora, eu nunca tive a necessidade gritante de me trancar no meu quarto. Depois daquele ocorrido infeliz de mais cedo, o dia parecia que tinha se arrastado, como se estivesse me punindo pelos pensamentos e atos perversos. Tomei o último banho do dia e fui deitar.

Eu nasci e cresci naquela Vila e nunca tinha sentindo tanto calor como aquela noite. Revirei de um lado a outro da cama e parecia que o sono fugira de mim, quando finalmente encontro uma posição confortável em minha cama alguém bate à porta. Esperei que fosse embora e mais uma vez bateu, estava exausto para descobrir quem me perturbaria àquela hora e de repente, em uma voz mansa ele chama meu nome.

--Gaara. Sou eu, Rock Lee!

Saltei da cama, olhei para porta com o coração gritante.

--Gaara, eu posso falar com você por uns minutos?

Hesitante abri a porta devagar e com a pouca iluminação que tinha, pude notar que estava novamente com seu peitoral a mostra. Fingi que tinha acordado, esfreguei os olhos e me concentrei em seu rosto.

--Posso entrar?

Minha mente gritava não, e meu coração alardeava que sim, então deixei-o entrar. Lee entrou vagaroso, olhou meu quarto e fixou em minha cama.

--Você tem uma cama enorme.

--Sim.

--Gostei da janta.

--Que bom. Quer me dizer alguma coisa importante?

Ele suspirou e sentou na minha cama, sem minha permissão, eu tentava focar em qualquer outro ponto que não fosse ele. Sua presença me perturbava.

--Bem, eu sei que a maioria dos meus amigos detestam meu macacão, mas se eles experimentassem só uma vez iriam ver o quanto é confortável. Acho que meu presente para uma pessoa como você foi um pouco grosseiro e gostaria de me redimir.

Tudo bem, aquele macacão realmente era horroroso, mas eu não iria devolver ou jogar fora, era um presente.

--Você quer que eu devolva?

--Sim.

--Mas eu não vou devolver, é meu presente e o que vale é a intenção.

Ele esboçou um sorriso meio triste como se tivesse gostado do que disse e ao mesmo arrependido de tê-lo dado.

--Então, será que posso te dar outro presente?

--Claro.

Ele esticou seu braço em minha direção e pediu que me aproximasse com esse gesto. Um pouco receoso eu fui, Lee segurou minha mão e me puxou para mais perto dele, de modo que ficasse entre suas pernas. Subiu seu braço pelo meu e com o outro agarrou minha cintura e sem aviso ele me beijou, um beijo que começou calmo e aos poucos foi se tornando voraz. Nos separamos para respirar um pouco.

--Acha que não percebi o modo como me olhava durante o jantar? – Sua voz saiu baixa e rouca, senti um arrepio na pele. – Eu ia adorar tiver naquele macacão apertado, marcando cada pedaço do seu corpo.

Ele sussurrou em meu ouvido, não tive tempo de retrucar, Lee tomou meus lábios faminto em me provar. Jogou-me na cama e elevou meus braços acima da minha cabeça os segurando com uma mão, seus lábios sugavam meu pescoço, lóbulo e clavícula e tomava meus lábios de forma avassaladora. Minha mente tentava entender toda aquela situação, mas em questão de segundos minha mente se anuviava.

Com a outra mão Lee percorria o meu corpo, como se tentasse memorizar cada mínimo detalhe dele, sua perna abriu caminho entre as minhas e foi inevitável não notar o quanto estava duro. Ele parou e me olhou bem, deu um sorriso sacana e disse:

--Não imagina como essa visão está perfeita para mim. Tão lascivo que quero te devorar por inteiro.

Aquilo me deixou extasiado e só com umas simples palavras eu gemi, ele sorriu mais ainda e voltou a me beijar e deslizar sua mão até meu pênis, foi delicado e depois apertou não muito forte, apenas o suficiente para que eu gemesse de novo.

--Gaara. – Sua voz rouca chamando meu nome me excitava mais.

--Gaara.

--Sim?

--Gaara.

--Sim?

--GAARA!

Levantei em um pulo olhando para todos os lados. Aquilo tinha sido um sonho, um maldito sonho! Estava duro e meu irmão batia mais forte na porta.

--Já acordei! Vou tomar banho e já desço.

Suspirei insatisfeito com aquela situação, meu subconsciente claramente queria ser dominado por Rock Lee, mas meu lado racional dizia que aquilo era errado, dois homens não poderiam ter esse tipo de relação, ou poderiam?

Gaara & Rock LeeOnde histórias criam vida. Descubra agora