Capítulo 11

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"Eu fico na porta. O despertador gritando.

Monstros chamam meu nome.

Deixa eu ficar onde o vento vai sussurrar para mim,

onde as gotas de chuva enquanto estão caindo, contem uma história"

(***)

O chá foi servido, mas Harry ainda estava agarrado ao pescoço de sua mãe, com o rostinho enterrado na curva de seu pescoço, escondido nos cabelos volumosos e encaracolados. Ele estava calmo agora e todo o sono foi embora. Ele tinha medo de dormir e encontrar o homem feio dos olhos vermelhos em seu sono.

Com todos dispostos em poltronas agradáveis na sala a conversa começou. Eles não saberiam dizer por onde deveriam começar, então optaram pela objetividade. Eles precisavam de respostas claras.

— Senhorita Parker, entenda, por favor, para que possamos protegê-la, e ao Harry, precisamos que você seja inteiramente sincera conosco e responda a todas as nossas perguntas. Sem exceção. — Remus falou.

Ellie franziu a testa. — Por que de repente precisamos de proteção? Estávamos vivendo muito bem até hoje, obrigada. Eu só quero voltar para a minha casa e levar o meu filho daqui. — ela olhou ao redor da sala aconchegante.

— Você estava sob ataque. Quer voltar para lá e levar o seu filho juntamente com você para um local onde há poucos minutos estava habitado por pelo menos cinco sociopatas? — Severus estalou.

De repente as memórias do ocorrido lhe assaltaram e ela tremeu. — Não... — ela falou em um sussurro muito baixo. — Mas... Mas... Eu não fiz nada e eles sabiam quem eu era. Eles disseram o meu nome.

— Então o ataque não foi aleatório. — Sirius ponderou.

— Certamente que não. — Severus falou.

— Mas por qual razão eles me atacariam? Não há motivos-

Você não era o alvo. — Remus falou com condescendência. — Harry era.

Toda a cor foi drenada do rosto de Ellie com a rapidez de um relâmpago.

— Porque atacariam meu filho? — ela perguntou numa voz miúda.

Antes que qualquer um dos presentes pudesse responder, um estalo alto foi ouvido na sala. Um homem velho com uma longa barba e cabelos brancos, usando um chapéu pontudo com estrelas brilhantes e uma túnica azul resplandecente apareceu – e Ellie estava chocada porque ele não entrou, mas simplesmente apareceu no meio da sala.

Os olhos azuis celestes olharam para ela com um misto de curiosidade e apreensão. Ela não conseguia deixar de olhar para os olhos cintilantes.

— Presumo que a senhora está bem e seus ferimentos foram curados corretamente agora? — ele falou em um tom paternal. Causou um calor bom na barriga de Ellie.

— Senhorita. — ela corrigiu novamente. — E sim, eu não sinto nenhuma dor agora. — franzindo a testa ela perguntou em um sussurro: — Você só apareceu diante dos meus olhos... E aqueles homens... Eles falaram, eles só falaram e riram e era como se meu corpo estivesse no inferno com tanta dor. Agora, o senhor diz que eu fui... Curada. Como isso é possível?

Alvo sorriu com carinho. Ele estava acostumado a dar esse tipo de informação. Os pais de crianças nascidas trouxas geralmente sabiam que havia algo diferente com seus filhos quando ele chegava com cartas de Hogwarts. Alguns pais permitiam a educação em uma escola mágica, a grande maioria, porém, não. Eles eram registrados e monitorados, não recebiam a educação mágica adequada, mas muitos seguiam em carreiras de ilusionistas usando magia em plena vista sem o público trouxa ousar sequer desconfiar.

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