EM REVISÃO | Versão Fanfiction | Livro 1 - Jikook; Investigação policial; +18
Em um dos pacatos bairros da cidade de Seul, um estranho assassinato acontece: Um garoto exemplar e amado por todos é encontrado morto na esquina de sua casa às altas hora...
"As mãos do relógio, que deveriam estar congeladas."
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#MortoEnterrado
— Por que você não nos contou, Jimin? — Senhora Park perguntou assim que Jimin fechou a porta. — Aliás, você pretendia nos contar em algum momento?
O loiro permaneceu em silêncio pelos primeiros minutos, pensando demais no que conversou com Taehyung alguns minutos antes, mas assim que levantou o rosto e fitou os pais sentados em uma posição desconfortável no sofá, engoliu em seco e cruzou os braços, caminhando lentamente para se sentar numa das poltronas.
— Não queria preocupá-los — respondeu, sem demonstrar nada além de calma. Em seguida, encostou-se na poltrona e respirou fundo, encarando o sofá e lembrando-se do momento em que Jungkook se jogou nele alguns dias antes.
Sorriu, amargamente.
— Mas, filho…! — Sua mãe começou, mas parou, fechando os lábios e os olhos antes de soltar o ar com força. — Filho... — sussurrou assim que se recompôs — Os pais se preocupam, nós nos preocupamos com você, Jimin. Não há como evitar isso e, sendo sincera, eu me sinto muito melhor quando sei que você pode contar conosco, com seus pais, para falar sobre seus problemas... E eu sei que você é adulto, que tem sua própria vida agora e sabe cuidar de si mesmo, mas... eu continuo sendo sua mãe, nós continuamos sendo seus pais, pode contar conosco.
— Acredite, nós nunca julgaremos você, você sempre terá nosso apoio em tudo, filho. — Senhor Park completou, convicto.
Senhora Park puxou o ar novamente.
— Mas não nos peça para não ficarmos preocupados, Jimin... Nós nos preocupamos e posso dizer que é um jeito de ficarmos bem, de nos sentirmos bem. Talvez você não entenda agora, mas se um dia tiver filhos... — ela sorriu, como se aquela ideia a fizesse feliz — você entenderá o quanto a preocupação com nossos filhos pode ser a única coisa que nos mantém sãos.
Jimin acenava lentamente. Entendia o que eles diziam, mas também entendia o seu lado.
— Tudo bem — sussurrou logo depois que os mais velhos terminaram de falar e suspirou, sorrindo mínimo. — Desculpem por não ter contado, eu não queria deixá-los preocupados.
Senhor Park concordou, conferiu o rosto da esposa – uma feição neutra enquanto analisava o filho – e levou o corpo para frente, apoiando os cotovelos no joelho enquanto agarrava uma mão na outra e levava os lumes em direção ao loiro a sua frente.
— O que aconteceu? — indagou.
Jimin soube exatamente do que o pai perguntava e, suspirando, recontou os fatos do mesmo jeito que contou a Mikaela. Quando terminou, bons 20 minutos depois, Senhor e Senhora Park o encaravam, ainda tentando absorver o fato de que o filho havia vivido e visto uma coisa como aquelas.