EM REVISÃO | Versão Fanfiction | Livro 1 - Jikook; Investigação policial; +18
Em um dos pacatos bairros da cidade de Seul, um estranho assassinato acontece: Um garoto exemplar e amado por todos é encontrado morto na esquina de sua casa às altas hora...
Apareceu sem nenhum atraso Pegadas apagadas das ruas Estou aqui, caído no chão O tempo continua sozinho Life Goes On - BTS
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#MortoEnterrado
Jimin pulou pelo muro branco pela segunda vez e correu em silêncio até a porta, a respiração ofegante e a mente inquieta enquanto remoía várias e várias vezes o que acabara de acontecer.
Procurou pelos bolsos da calça onde havia guardado a chave da porta antes de sair — como sempre fazia antes de chegar ao quarto de Jungkook nas noites de segunda-feira —, e quando a encontrou, destrancou a porta e a abriu, andando em silêncio até o banco para tirar os sapatos.
Fitou o sofá onde sua mãe ainda dormia embrulhada no cobertor que havia trazido para cobri-la antes e em sono profundo.
Em seguida, retirou os tênis e os segurou numa das mãos, caminhando em passos lentos para que não acabasse acordando Omma — que tinha sono leve quando não tomava os remédios para dormir —, e subiu as escadas.
Entrou em seu quarto, fechando a porta e deixando com que todos os sentimentos aflorassem, estampando seu corpo, seus músculos, sua mente.
Encostou-se na porta e escorregou até o chão, as costas apoiadas na porta as pernas dobradas, os pés envoltos pelas meias brancas estendidos sobre o chão de madeira.
Jimin engoliu em seco, soltando os tênis e levando as mãos ao rosto, escovando o cabelo para trás mesmo que não adiantasse de nada e passando-as pela face, os olhos doloridos, os lábios secos e a pele áspera.
O quarto dele continuava igual.
A cama ainda estava arrumada.
Como se ele fosse voltar algum dia.
Como se Jungkook apenas tivesse saído em uma longa viagem.
Jimin sentiu seu interior se contrair, a mente doer e seu corpo começar a latejar.
Fechou os olhos, encostando a cabeça na porta e fitando o teto, os olhos ardendo e duas lágrimas escorrendo pelas bochechas, frias, sozinhas.
Jimin engoliu em seco e puxou o ar com força, obrigando-se a levantar, a continuar, a viver mesmo que aquilo estivesse começando a lhe destruir.
E foi no segundo em que se levantou, que ouviu o telefone tocar.
O som vinha de fora de seu quarto, mas não de longe, do mesmo andar.
Jimin fungou, limpando o rosto antes de se levantar e abrir a porta, seguindo descalço pelo corredor até a primeira porta do lado direito, a do escritório de seu pai.
Levou a mão a maçaneta, mas quando estava prestes a girar, seu pai abriu a porta e sorriu para si. Jimin levou um susto, arregalando os olhos devagar. Senhor Park tinha o telefone fixo perto na orelha, os olhos presos em Jimin enquanto o corpo estava bem no meio da porta.