EM REVISÃO | Versão Fanfiction | Livro 1 - Jikook; Investigação policial; +18
Em um dos pacatos bairros da cidade de Seul, um estranho assassinato acontece: Um garoto exemplar e amado por todos é encontrado morto na esquina de sua casa às altas hora...
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Jisung adorava festas.
Seu corpo se movia no ritmo da música que tocava de dentro do estabelecimento enquanto uma garrafinha de cerveja continuava presa nas mãos, quase vazia.
Gritou, dando alguns girinhos enquanto levantava a cerveja antes de caminhar, quase caindo em cima de um grupo de meninas que conversavam em uma mesinha do bar onde estavam.
Bebeu todo o resto em um gole antes de jogar o recipiente na lixeira já cheia, o vidro deslizando para fora antes de cair no chão de pedra e se quebrar em muitos pedaços.
Jisung não ligou. Chegara em um entanto entre a lucidez e a loucura que já não se importava mais com nada.
Caminhou vestido com suas roupas costumeiras, calça jeans escura, tênis e uma blusa duas vezes maior que si. Passou pelas outras mesas e quase caiu novamente ao esbarrar em um homem loiro de roupas jeans.
— Desculpe — murmurou rindo. O homem o fitou com o cenho franzido antes de negar, quase como se tivesse nojo de si.
Jisung não ligou. Um a mais na lista de quem não gostava de si não era nada para ele. A não ser que essa pessoa tivesse uma arma, aí sua postura mudaria um pouco.
O homem de 27 anos gargalhou, água salgada prensando-se em seus olhos.
Estava ferrado.
— Yah! — O dono do bar gritou de trás do balcão — Volte para casa, moleque!
Jisung negou, sorrindo bobo antes de se levantar da mesa onde havia se deitado e deslizar capengando até perto do balcão.
— Não tem ninguém me esperando em casa, senhor — levou uma das mãos ao rosto e abriu os dedos da outra, começando a contagem como sempre fazia — Nem minha mãe, minha irmã mais velha, mais nova ou meu irmão mais novo... Eles mataram todos! — gargalhou, jogando a cabeça para trás.
O dono do bar fechou o rosto, tendo certa pena do rapaz que via a sua frente. Fitou as redondezas. Nada, nenhum sinal.
— Jihyun — o dono chamou a filha mais velha. A mulher apareceu da cozinha, os cabelos longos e belos trançados. Vestia um vestido solto amarelo e um avental branco.
— Appa — chamou assim que desfez o laço do avental e avaliou Jisung, caminhando até eles.
— Leve-o para casa — o dono apontou com o queixo para o homem jovem.
Jihyun suspirou, mas acatou o pedido do pai e ajudou Jisung a se levantar, passando um de seus braços pelo pescoço e o segurando pela cintura. Fazia aquilo quase todo final de semana, estava acostumada.
— Vamos, Jisung-ah — disse, pegando fôlego.
O moreno se apoiou contra si e os dois caminharam devagar pelo estabelecimento antes de chegar a rua.
— Ji...hyun — Jisung soletrava seu nome como se gostasse.
— É. Meu nome é Jihyun — Jihyun comentava, já sabendo de cór e saltiado o que seria a seguir.
No entanto, assim que já estavam virando a esquina, quase chegando a casa do mais velho, um carro apontou na outra.
Preto, quase disfarçado pela escuridão.
Jihyun apenas deixou para lá. Passavam muitos carros por ali durante o dia, mas principalmente a noite quando os bares e os restaurantes estavam abertos.
— Ji... — Jisung não havia notado ainda, pois se tivesse, seu sangue teria gelado. — ...Hyun.
Jihyun riu, apertou-o a si e continuou a caminhar, sem preocupação, apenas automaticamente como sempre fazia em noites como aquela.
No entanto, o carro parou assim que chegaram a metade da rua no exato lugar em que Jihyun e Jisung caminhavam.
A morena fitou de canto o carro, avaliando a placa e os vidros escuros. A rua estava escura e as câmeras estavam quebradas havia muitos anos.
— Vamos — sussurrou lentamente para Jisung, que havia franzido o cenho e encarava os vidros do carro com atenção.
— Ah! — Jisung se desprendeu de si e capengou até o carro, sorrindo feito bobo — Eu conheço esse carro!
— Jisung — Jihyun negou, tentando puxá-lo para longe.
No entanto, não adiantou e logo um homem moreno de olhos escuros saiu do carro e andou até eles. Jihyun viu a arma presa ao cinto.
O moreno sorriu.
— Jisung — falou, prendendo o outro pelos ombros — Quanto tempo, amigo.
Jisung apenas entendeu quem era assim que a última palavra foi pronunciada. Seu sangue alcoolizado gelou e seu estômago se revirou. Pavor o tomou.
Fitou Jihyung, amedrontada atrás de si, tentando puxá-lo para irem embora.
Corra.
Corra.
Corra!
Gritou assim que fitou os olhos verdes.
— Corra! — falou antes do homem moreno negar e encostar o cano da arma em seu abdômen.
Jihyun correu como lhe fora pedido.
Foi a última vez que obedeceu alguém.
Um tiro.
E logo Jihyun caiu, o sangue da perfuração bem no centro da cabeça pintou seu cabelo e manchou seu vestido amarelo. O homem moreno deu de ombros antes de puxar Jisung para o carro, mas o moreno continuava encarado o corpo morto de Jihyun.
— Ande se não quiser ser morto antes de ver o Chefe — o homem moreno riu — Eu não me importaria de matá-lo aqui, mas Appa te quer vivo.
Jisung tremeu, engolindo em seco ao que lembrava-se do quarto escuro, da mesa cheia de utensílios médicos medonhos.
Ainda tinha pesadelos com aquele lugar, com ele.
O sangue fez um círculo envolta do corpo de Jihyun, os cabelos sendo escondido pela cor avermelhada, a trança se desfazendo aos poucos.
O moreno forçou a arma em suas costas e deixou o dedo no gatilho, abrindo a porta para que entrasse.
Jisung engoliu em seco e entrou no carro.
Sabia que morreria daquela vez.
Afinal, o Ceifador leva a todos, não importa o quanto demore.
E Jisung seria o último de sua linhagem.
Era com ele que tudo terminaria.
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