[ 21 ] ASSASSINO

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[ PARTE II ]

A.S.S.A.S.S.I.N.O
killer

"A longa noite está seguindo você à medida que flui

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"A longa noite está seguindo você à medida que flui. O tempo segue você e desvanece."
Love Is Not Over - BTS

— Esse ou aquele? — Taehyung perguntou, apontando com a cabeça.

Jimin franziu os lábios, não dava muita importância a aparência, mas odiava celulares lentos ou com pouca duração de bateria. Fitou os dois exemplares em preto e então a ficha de cada um disposta em frente a eles. Estavam dentro do orçamento e tinham boas qualificações.

— Esse — Jimin pegou o da direita, virando uma última vez para conferir as câmeras e a digital. 

Taehyung assentiu e o dono da loja sorriu, contente, pegando o celular com delicadeza das mãos de Jimin e indagando se o loiro tinha certeza.

— Sim, vou levar esse — Jimin confirmou, tirando a carteira do bolso e a abrindo antes de entregar o cartão para o dono.

— Hwan! — o dono gritou para a porta das escadas, de onde logo um jovem adolescente saiu, usando capuz — Traga um desses aqui.

O garoto assentiu, pegando a caixa que o dono dispunha em mãos e voltando a passar pela porta, desaparecendo.

Jimin deu um passo para longe do balcão, avaliando a loja ao que fitava Taehyung. Era manhã de sexta-feira, o sol raiava do lado de fora da pequena loja perto da faculdade, a luz adentrando pela porta dupla aberta e iluminando o piso branco límpido, sem nenhuma mancha. 

O dono adicionou o cartão a maquininha e a repousou sobre o balcão, perguntando a forma de pagamento. Jimin respondeu e o homem continuou a clicar na tela algumas vezes antes de girar a máquina de cartão, pedindo a senha. Jimin voltou para perto do balcão e a digitou, antes da compra ser aprovada.

— Um minuto — o dono pediu, sorrindo calmo — acho que meu filho não encontrou no meio de tantas caixas.

Jimin e Taehyung confirmaram ao que o mais velho passava pela porta, indo ao encontro do filho. Taehyung virou-se para trás, apoiando-se de costas no balcão ao que cruzava os braços. Fitou o chão, esfregando o tênis no chão brilhante de tão limpo.

— Quando você acha que ela vai ligar? — perguntou, a voz baixa, mas calma.

Jimin deu de ombros, apoiando as mãos no balcão ao que fitava o relógio. 7h04.

— Não sei... — respondeu, incerto ao dia em que a detetive ligaria para Taehyung — Mas acho que não demora muito. Alguns dias, talvez.

Taehyung assentiu, passando a língua pelos lábios volumosos antes de respirar fundo e avaliar os vários produtos expostos nas prateleiras. Fones, cabos, pendrives, entre muitas outras coisas.

Somebody Killed HimOnde histórias criam vida. Descubra agora