[ 10 ] Eterno (Flashback)

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!NOTA DA AUTORA!
A

s cenas a seguir acontecem antes do PRIMEIRO CAPÍTULO, retratando o dia do assassinato na VISÃO DO JIMIN.

E são 10K, Sherlocks! Espero que gostem e aproveitem o cap enooorme 💞

Contém gatilhos!

"Não tínhamos nada além de sonhos

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"Não tínhamos nada além de sonhos..." 

— Yeoboseyo? — Jimin murmurou com a voz rouca enquanto segurava o celular com a mão direita e com a outra, coçava fraquinho os olhos recém-abertos.

— Chiiiiiiiiiiiiin! — Taehyung gritou do outro lado da linha, fazendo com que o Park tivesse que afastar o telefone do ouvido, tanto pelo volume alto quanto para enxergar as horas.

13h23. Dia 5 de março de 2020.

— A Taeyeon noona me mandou mensagem perguntando se estávamos confirmados agora a pouco. Eu confirmei é claro, e então ela perguntou se podíamos buscar um dos amigos dela que mora aqui perto, ele não tem carona e... enfim! — O Kim parou a fala no momento em que ouviu o abrir de boca — Você estava dormindo, Park Jimin? Aliás, você já fez aquele trabalho?

— Ãn, que trabalho, Tae? — o loiro se espreguiçou e pôs as pernas para fora da cama, alcançando o chinelo e colocando a chamada no viva-voz antes de se levantar e andar pelo quarto até a cortina vermelha, abrindo-a e encarando o outro lado da rua, a janela de madeira que se encontrava aberta, dando vista para o armário e uma prateleira de mangás de Jungkook. O moreno devia estar treinando com Hoseok no estúdio do pai do Jung.

— Porra, Jimin! Você não fez aquele trabalho? Mas você não disse que o último dia de entrega é amanhã?!

Jimin arregalou os olhos quando se lembrou, correu pelo quarto atrás dos seus cadernos, achando-os dentro da mala embaixo da cama.

Abriu aquele com capa do homem de ferro e vagou pelas páginas até encontrar a divisão da matéria em que acharia as especificações do tal trabalho.

— Droga! Droga! Mil vezes droga! — Taehyung riu e Jimin bufou, encontrando as anotações e as avaliando com as íris. Em seguida, fechou o caderno e caiu na cama, levando um dos antebraços para cima dos olhos fechados, e apertando o edredom vermelho entre os dedos da outra mão. — Porra, Taehyung! Para de rir, caralho!

O Kim apenas aumentou a intensidade da risada. Levantou do sofá onde estava deitado assistindo um filme policial e, enquanto caçava a blusa verde e a jaqueta de couro que usou para ir a faculdade naquela manhã, conferiu as mensagens do celular, sorrindo ao ler uma em específico.

Encontrou as roupas penduradas no cabideiro de seu quarto e as vestiu, ouvindo os bufares e reclamações do melhor amigo.

Despediu-se de sua mãe que estava montando um quebra-cabeça na mesa da cozinha e atravessou o cômodo, pegando a chave do portão e saindo pela porta da frente.

Somebody Killed HimOnde histórias criam vida. Descubra agora