EM REVISÃO | Versão Fanfiction | Livro 1 - Jikook; Investigação policial; +18
Em um dos pacatos bairros da cidade de Seul, um estranho assassinato acontece: Um garoto exemplar e amado por todos é encontrado morto na esquina de sua casa às altas hora...
"Luzes vão te guiar para casa E inflamar seus ossos E eu tentarei consertar você." Fix You - BTS
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#MortoEnterrado
Jimin sentiu o medo invadir suas veias, tentando o devorar de dentro para fora enquanto passava por aquela porta novamente e voltava para A Festa, a música ainda alta, os corpos tendo sido recolhidos, mas o sangue ainda manchando o chão.
No entanto, todos pareciam mais calmos e recolhidos em seus próprios espaços, alheios ao desespero que amparava todo o corpo de Jimin.
O loiro parou assim que passou pela entrada e procurou por Taehyung, o encontrando antes do acastanhado cruzar a porta de vidro em direção ao estacionamento que havia isto anteriormente.
Correu.
Seu coração batia forte. Tudum, tudum, tudum.
E seus olhos insistiam em não acreditar na realidade, esta que parecia brincar consigo, com seus sentimentos... com seu medo.
— Hey, loirinho! — Dominic gritou do balcão, fitando o corpo do loiro se mexer sem parecer ter notado seu chamado, e seguir correndo pela multidão até parar ao que fitava o carro agora em cinzas e algumas pessoas ao lado deste meio chamuscadas, sobreviventes.
Jimin avaliou o carro praticamente destruído e chacoalhou a cabeça, a adrenalina sendo disparada pelo corpo e as esperanças voltarem com força ao que fitou os bancos do primeiro carro e não encontrou nada que desse indícios de que alguém havia morrido ali.
Seus pés deram mais um passo e sua mente pensou em algo no mesmo instante em que andou com pressa até um grupo que conversava e ria, chapados demais.
— Vocês viram se todos saíram do carro antes da explosão? — perguntou.
O grupinho abriu uma brecha e Jimin avistou o rosto do barman que era amigo de Hoseok. Seus cabelos estavam cheios de cinzas, mas parecia bem.
Ele sorriu.
— O Hope saiu se é ele quem você está procurando — respondeu ele, em tom amável.
Jimin não associou o apelido que ouvia pela primeira vez a Hoseok, mas então, sem parecer nem um pouco afetado, afastou-se do grupinho.
— Ele saiu antes com a Momo — gritou o barman de novo. — Eles estavam conversando lá fora, não sei se voltaram para cá.
É, Jimin pensou, finalmente lembrando que todos ali provavelmente usavam apelidos. J. era o de Jennie, Hope só poderia ser o de Hoseok.
Em seguida, respirando fundo, voltou para perto do carro queimado e fitou o teto preto acima de sua cabeça antes de passar pela fresta entre este e a porta de vidro destruída, avaliando o estacionamento. Era um lugar grande, dando em aproximadamente dois ou três edifícios depois da boate onde estava. Continha ainda colunas grandes e grossas em linha reta, distribuídas em quatro colunas, as quais possuíam vagas demarcadas com tinta branca até o muro no final.