ACONITO E SEU VENENO

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Voltei mais rápido que nunca Brasil!
Outro capítulo fresco pra vocês.
Espero de coração que gostem.
-Lumus...
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P.O.V'S ANTÔNIELLA ARAÚJO

-Antôniella, isso tem que parar. - Felipe disse quando se sentou ao meu lado nos jardins de Hogwarts.

O olhei confusa, não entendendo do que ele falava.

-Eu não aguento mais ter que desviar meu caminho toda vez que Snape aparece. Estaria tudo bem se isso acontecesse só quando estou com você, mas o homem me lança um olhar mortal todas as vezes que me vê. Então não tenho alternativa. - Ele parecia cansado enquanto falava. - Se resolva com Snape, e rápido. Já fazem dias que você voltou. Hoje já é domingo. Amanhã você tem sua primeira detenção com ele. Quer mesmo ficar em uma sala fechada por horas, em uma detenção com Severo Snape, sendo que não resolveram o que quer que tenham pra resolver?

Massageei a testa com o polegar e o indicador e contive o impulso de cortar o assunto.

-Felipe, apenas ignore ele, finja que não o viu. Uma hora isso vai passar e tudo vai voltar ao mais normal que pode ser. - O cansaço era claro em minha voz.

Foram dias exaustivos. Colocar a matéria perdida em dia e associar com as atuais nem foi a pior parte.

Tantas pessoas perguntando coisas e questionando em tempo integral, e tendo que repetir o mesmo discurso já ensaiado para despistar os pensamentos e questionamentos. Mas o auge da sobrecarga emocional era Snape. Ele havia desistido de tentar propor uma conversa no segundo dia de minha volta, mas os olhares e até mesmo o simples fato de sua presença me causava mais exaustão do que três horas dando voltas, correndo, no campo de quadribol. O fato das detenções começarem no dia seguinte apenas servia para agravar mais tudo aquilo.

-Ella, você pode mentir para si mesma, mas eu sei que isso de ignorar ele não vai resolver. Eu estudo com Snape a seis anos. O homem tem uma capacidade de guardar rancor que até os duendes invejam. Talvez por não conseguir ficar com raiva de você ele esteja depositando tudo em mim. - Disse ele, exesperado.

Olhei para sua expressão suplicante e decidi.

-Tudo bem. Vou resolver isso. - Ele abriu um sorriso brilhante ao escutar. - Mas não pense que vou falar com ele sobre o que aconteceu. Apenas vou dizer que não tem o porquê dele ser tão duro com você. É tudo que posso fazer.

Ele murchou no mesmo instante com isso.

-Você tem caneta e papel com você? - Perguntou.

-Tenho sim. - Respondo. - Vai escrever para alguém?

-Sim, pros meus pais. É mais um testamento do que uma carta. Professor Snape provavelmente vai me matar a próxima vez que me encontrar, logo depois que você falar algo parecido. Quero deixar tudo nos conformes. - Falou sendo dramático e não pude conter a gargalhada que saiu na hora. - Isso mesmo. Ria da minha desgraça. Dito isto, não vou deixar nada pra você.

Isso só fez a risada se intensificar mais.

-Não seja tão exagerado. Ele não vai fazer nada. - Limpo as lágrimas no canto dos olhos.

Conversamos por mais alguns minutos até que avisto uma coruja vindo em nossa direção. Ela tinha um envelope preso em sua perna. Pousou a poucos centímetros de onde estávamos e nos encarou impaciente.

-Esperando alguma carta? - Pergunto para Felipe.

-Não que eu saiba. Meus pais já me responderam essa manhã. Deve ser pra você. - Ele concluiu.

Uma Brasileira em HogwartsHistórias para pegar e não largar. Descubra agora