P.O.V'S ANTÔNIELLA ARAÚJO
Encontrei Felipe no caminho para a nossa primeira aula de DCAT, ele me olhou e deve ter percebido que estava um pouco séria demais.
-Oque aconteceu Ella? - Ele perguntou curioso, mas com uma pontada de preocupação na voz.
Deixei que meu rosto ficasse suave novamente, e o respondi calmamente, como se nada tivesse acontecido.
-Nada de mais Lipe. Nada de mais. Vamos pra aula?
Ele me olhou ainda desconfiado, mas não perguntou mais nada, oque eu agradeci mentalmente.
Chegamos na sala de DCAT, e lá estava o professor. Professor Quirrel. Ele me parecia muito estranho. Algo nele não me agradava. Só de chegar perto dele sentir o nível de magia ficar estranho e desregulado, de um modo que me incomodava um pouco.
Resolvi deixar minha desconfiança de lado e me dedicar a aula, mesmo com uma pulga atrás da orelha.
A aula correu tranquilamente, graças a Merlin hoje era Grifinoria com Corvinal, então não precisei me estressar com Henry.
Felipe se mantinha quieto, apesar de fazer brincadeiras sobre a gagueira do tão esquisito professor. Oque rendeu umas boas risadas reprimidas de nós dois, e de alguns que estavam ao nosso redor. Mas prestamos atenção na aula.
E então a hora do almoço chegou.
Todos se dirigiam ao Salão Principal.
Gracas a Morgana, eu não teria mais aulas hoje, estava uma pilha de nervos. Teria meu tempo livre.
Eu já estava caminhando pra mesa da Grifinoria, quando vi Harry passar por mim, sem ter me visto, ele andava rápido, quase correndo, e eu pude ver que seus olhos estavam cheios de lágrimas que ele não queria derramar.
"Oque aconteceu dessa vez meu Merlin?!"
Resolvi que almoçaria depois na cozinha, e fui atrás de Harry.
Fui até o salão comunal e não o achei, procurei pelos corredores, os banheiros e nada.
Então uma luz veio a minha cabeça.
Harry era tão parecido comigo, mas eu apenas havia percebido isso agora.
E pra onde eu iria se estivesse triste?
Torre de astronomia.
"Óbvio! Lá é fresco, o sol hoje está fraco, e bate muito vento. Um lugar ideal para se acalmar..."
Como já tinha certeza que ele estaria lá, não corri, até mesmo para não assustar meu pequeno.
E quando cheguei lá, pude ver que estava certa. Lá estava Harry, sentado, com a cabeça abaixada, e pude ouvir alguns soluços.
Me aproximei e me sentei ao seu lado, devagar com medo de assusta-lo, mas isso não aconteceu. Ele olhou pra mim, e pude ver seus olhinhos vermelhos por conta do choro, as bochechas gordinhas também estavam vermelhas assim como seu nariz.
Eu simplesmente abri os braços, dando sinal verde para ele se aconchegar e chorar em paz. E ele o fez. O abracei, não perguntei nada, não pedi explicações. Apenas abracei o meu pequeno, deixando assim que ele chorasse para que toda a dor que ele sentia saísse nas lágrimas, que agora molhavam minha blusa. Mas eu não ligava, era apenas mais uma blusa.
Harry me apertava. Naquele momento de alguma forma, eu era sua âncora, seu Porto seguro no meio de uma tempestade. Ali, naquele momento eu era seu farol, o guiando para o caminho certo para que não fosse se afogar no mar de tristeza.
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Uma Brasileira em Hogwarts
FanficEla estudava magia em casa, lidando com uma superproteção desmedida. Um acordo mudaria isso. Antôniella, de certa forma, era estudante de Hogwarts. Lá ela pode acabar unindo casas ou as afastando de vez. Ela pode terminar se aproximando demais de u...
