-Lumus...
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P.O.V'S ANTÔNIELLA ARAÚJO.
Encantamentos. Eu podia ouvir ao longe, como o ruído de um rádio distante.
A boca estava seca, a cabeça pesada, e a inconsciência penava em me deixar. Os olhos pareciam estar grudados com super cola. A coisa realmente estava difícil, mas algo parecia funcionar naquela voz que entoava os encatamentos.
Aos poucos, como acordar de um sonho, as sensações começaram a diminuir.
Tudo que vi de início foi a luz ofuscante entrando pelas brechas dos meus olhos, me fazendo xingar em pensamento pela pontada em minha visão.
-Mas que... - Foi tudo que pude dizer em voz alta, soando terrivelmente rouca.
-Antôniella! - Ouvi a voz dos encantamentos dizer.
Oh sim, o karma. Severo.
Terminei de abrir meus olhos, tentando acostumar com a maldita claridade, e lá estava ele. Seu rosto acima de mim, com os cabelos pendendo e formando cortinas em seu rosto apreensivo.
Então a ficha caiu.
-O que está fazendo aqui? - Falo.
Seu rosto se contorceu em alívio e desconforto.
-Fui chamado... - Ele parecia apreensivo.
Começo a tentar me sentar, sentindo o colchão macio em minhas costas.
"Onde diabos eu estou?" - Penso.
O lugar parecia luxuoso. Tudo num branco e marrom, com seus toques de dourado. Paredes altas e um teto abobadado que parecia ter entalhes que mais se igualavam a bordados de tão delicados. Os móveis, em formatos e estilo romântico, me lembravam os quartos femininos de famílias da realeza.
Olhei para frente, e Severo estava sentado em uma cadeira perto da cama, bem ao meu lado, virado em minha direção. O homem me olhava com preocupação.
-Que lugar é esse? - Pergunto.
-A casa do vice-ministro. - Responde. - Os aurores encontraram você e a Srta. Hughes. Você inconsciente e ela gritando que você precisava de um quebrador de maldições.
-E isso levou até você. - Afirmei, deduzindo o fim disso.
Ele assentiu em concordância.
-Sim. Eu era o que estava mais próximo, mesmo que os aurores envolvidos não tenham gostado muito da ideia. - Os lábios dele se esticaram levemente em desdém. - A fama de Comensal da Morte não sai tão facilmente.
Eu poderia sorrir com aquilo, mas eu não havia esquecido tão facilmente os eventos anteriores entre nós.
-Entendo. - Falo, mantendo neutralidade. - E qual o diagnóstico?
Ele pareceu entender a situação.
-Foi uma maldição feita para envenenar o sangue do adversário, tornando-o massivo para o coração de quem recebe. - Explicou, em seu tom de professor. - O curioso é que seu corpo pareceu lutar contra a maldição, como se você possuísse algum tipo de anticorpos contra ela.
Pensei um pouco sobre isso e lembrei da sensação sentida. Eu não lembrei no momento do conflito, mas agora estava nítido. Eu conhecia aquilo. Uma leve fisgada em minhas costelas me lembrou da maldita faca, que devia estar impregnada de tal maldição anos atrás. Era cômico como a vida era um ciclo.
Me mantive calada. Mesmo que a sensação de quase morte fosse constante em uma vida de caçadas, e até em uma vida bruxa, ainda era algo a se pensar e se preocupar.
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Uma Brasileira em Hogwarts
Fiksi PenggemarEla estudava magia em casa, lidando com uma superproteção desmedida. Um acordo mudaria isso. Antôniella, de certa forma, era estudante de Hogwarts. Lá ela pode acabar unindo casas ou as afastando de vez. Ela pode terminar se aproximando demais de u...
