Voltei rápido né? Pois bem.
Tenho me esforçado para escrever Os capítulos e isso tem me feito muito bem.
Espero que vocês gostem e peço que leiam as notas finais, vai ser importante para entenderem uma coisa.
Boa leitura.
-Lumus...
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P.O.V'S ANTÔNIELLA ARAÚJO
Eu esperei por um impacto físico que nunca veio. Fiquei em expectativa por uma dor que não chegou.
Abri meus olhos e olhei em volta. Meu escudo tinha sim se desfeito, mas outro havia sido colocado, o mesmo todo manchado do vermelho escuro da poção que explodiu. A sala inteira não estava muito diferente. O lugar em volta, do que um dia foi um cadeirão, estava destruído. Só sobraram as lasca de madeira das mesas e os rastros cinzentos da explosão.
Olho na direção da porta e suspiro com alívio gigantesco.
Alvo Dumbledore estava lá, com sua varinha apontada em nossa direção. Ele havia chegado a tempo e lançou um escudo mais forte que o meu no momento exato.
Ainda de joelhos, com o corpo desacordado de Snape na minha frente, comecei a chorar sem controle algum.
"O que está acontecendo comigo?" - Penso, em pânico.
Alvo desfaz o escudo e corre na minha direção. Ele não diz uma palavra, ele apenas me abraça, enterrando meu rosto em seu peito e fazendo carinho na minha cabeça.
Posso sentir seu braço se mover e reconheço a assinatura do feitiço que ele usava. Ele estava levitando Snape.
-Ella, vamos para a área hospitalar. Vocês dois precisam ser examinados. Pomfrey já deve ter preparado tudo. - Fala em sua voz mais gentil, aquela que usava quando eu era criança e algo me assustava tanto que nem meus pais podiam me acalmar.
Me afasto dele, sentindo meus olhos húmidos, minha garganta áspera e meu nariz completamente congestionado.
-Alvo... - Tento começar a falar, mas sou interrompida por um soluço e isso desencadeia mais choro.
-Ó querida, eu sei. Eu sei. - Ele coloca as mãos em minhas bochechas e com os polegares tenta limpar minhas lágrimas.
Aquilo tudo era demais por algum motivo. Nada fazia sentido, nada estava acontecendo como ela imaginava. Todos os dias algo ruim acontecia, todos os dias ela era a culpada por isso. Se ela tivesse ajudado Felipe, se ela tivesse prestado mais atenção, se tivesse notado mais cedo, se não estivesse tão estressada desde o momento que acordou naquele dia...Ela poderia ter evitado.
A respiração ficou difícil. Eu podia sentir meu coração pulsando tanto e tão rápido que eu o escutava como se estivesse fora do meu corpo. A pontada angustiante no peito fez com que eu me curvasse e meu corpo entrava em estado de dormência. Eu poderia cortar algo em mim que não sentiria. Minhas mãos suavam e por algum motivo tudo parecia claro e brilhoso demais para manter os olhos abertos. Tudo parecia doloroso demais para ver...
-Ella... Querida, me ouça. - Uma voz ao fundo disse.
"Quem era? Era Alvo, certo? Ele ainda estava aqui? Onde era 'aqui'?"
Olho na direção que a voz veio e lá estava o rosto gentil de Dumbledore. Era ele que me chamava.
-Socorro... - Eu peço. - Alvo eu n-não consigo...
-Antôniella. Eu quero que você olhe em volta e me fale cinco coisas que você pode ver. - Sua voz ainda parecia tão distante, como se fosse um rádio no fundo da sala, com um volume baixo em uma estação desconhecida.
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Uma Brasileira em Hogwarts
Fan-FictionEla estudava magia em casa, lidando com uma superproteção desmedida. Um acordo mudaria isso. Antôniella, de certa forma, era estudante de Hogwarts. Lá ela pode acabar unindo casas ou as afastando de vez. Ela pode terminar se aproximando demais de u...
