Olha quem voltou mais rápido que o Gato a Jato! Eu mesma.
Fiquem com mais esse capítulo, fresquinho e pronto pra dar uma amaciada nos seus corações.
Boa leitura.
-Lumus...
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P.O.V'S ANTÔNIELLA ARAÚJO
Respirei fundo, em uma tentativa de acalmar minha mente e esfriar o corpo. Era como se o calor das mãos dele ainda estivessem sobre mim.
Me recusando a usar oclumência mais uma vez, solto o ar dos meus pulmões, sentindo meu corpo relaxar.
As palavras de Severo ressoavam em looping em meus pensamentos, me fazendo companhia até mesmo quando cheguei ao salão comunal da Grifinória.
Não querendo dormir ainda, me sento no chão, bem à frente da lareira ainda acesa, me deliciando com o calor que ela emanava.
Algo como aceitação cresceu no centro do meu ser naqueles instantes silenciosos. Eu sabia que Severo estava certo e era ironicamente infantil tentar negar, mesmo que pra si mesma.
Eu era uma jovem saindo da adolescência, e mesmo que a mesma não tenha sido a mais convencional, isso não mudava os fatos. Severo era um homem de trinta e um anos, era razoável que ele procurasse pessoas com sua faixa de idade, se retraindo à sua ética e moral para que fosse assim, e ele não estava nem um pouco errado sobre isso. Uma amizade entre os dois já foi um grande feito para ambos os lados. Claro que talvez um pouco mais para o pocionista, olhando pelo lado que eu já tinha Alvo como amigo, mesmo com a exorbitante diferença de idades.
Foi fácil aceitar tudo aquilo, não havia sido a primeira rejeição de sua vida, e provavelmente não seria a última. Foi até engraçado em pensar.
>>◇<<
-Vocês se beijarem?! - Alvo perguntou, a beira de um ataque.
-Sim. - Respondo calmamente, enquanto olho para minha xícara de chá, mexendo a colher para dissolver o açúcar.
-E ele veio com essa conversa? - Ele parecia incrédulo.
-Exato. - Deixo a pequena colher de lado, no pires, e levo a delicada xícara aos lábios, tentando esconder um sorriso de diversão.
-E o que você vai fazer? - Se inclina um pouco sobre a mesa, curioso.
-Nada. - Digo, finalmente tomando meu chá, sentindo a bebida quente tomar meu paladar e descer pela minha garganta, deixando um frescor aliviador.
-Nada? Como assim nada, Antôniella?! - O homem estava a beira de uma síncope.
-Por Deus, Alvo. Se controle. - Falo entre uma risadinha. - Não há o que fazer e nem o porquê fazer.
-Você nem vai tentar o convencer do contrário? - Ele tentava.
-Pra que? Para criar uma situação desconfortável? Ferir a ética dele? Tentar ter algo com ele e o fazer ficar com a consciência pesada por isso? Porque todas essas coisas são inevitáveis se eu forçar uma situação. - Falo, sem rodeios.
Alvo me encarava de uma maneira muito confusa.
-Mas vocês se gostam. Se não, não teriam se beijado, nem teriam uma relação tão próxima e claramente intensa. - Ele continuou.
-Você está certo, nós nos gostamos. - Confirmo, me ajeitando na cadeira confortável de seu escritório, bem à frente de sua mesa. - Mas esse gostar que você citou, não passa de atração sexual mal contida, nós não estamos apaixonados ou qualquer bobagem desse gênero.
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Uma Brasileira em Hogwarts
FanfictionEla estudava magia em casa, lidando com uma superproteção desmedida. Um acordo mudaria isso. Antôniella, de certa forma, era estudante de Hogwarts. Lá ela pode acabar unindo casas ou as afastando de vez. Ela pode terminar se aproximando demais de u...
