Capítulo XIV

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DESAVENÇAS
PART. 1
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— Eles não vieram do Magistério. — A mulher se aproximou do trono sem desviar o olhar de Mark. — Aquele ali. — Apontou para o maior entre os três. — Ele é um demônio.

— Demônio? — O rei franziu a testa e os recém chegados engoliram seco.

— Sim majestade, eu senti o cheiro de podridão de longe. — Ditou semicerrando os olhos. — Ele é um demônio, então é impossível eles terem saído daquele lugar.

— Espera. — Mark levou as mãos até a cintura. — Primeiro, eu sou meio humano e segundo, nem 'tô fedendo tanto. — Deu alguns passos até ficar próximo de Jeno. — Majestade, a sua grandiosidade e compaixão nos trouxe aqui, eu ser um demônio e ter vindo do Magistério mostra o quão ruim aquele lugar é. — Se ajoelhou novamente.

— Majestade...— A mulher se virou para o rei que ergueu uma mão pedindo silenciosamente que ela parasse de falar. — Mas...

— Já chega Daia. — Jeno reclamou ainda encarando Mark. — O Magistério é realmente um lugar sujo, e aqui nesse reino nós aceitamos todos os tipos de exilados. — Encarou cada um que estava na sala. — Todos aqueles que foram expulsos por serem diferentes. — Voltou a sua atenção para Mark.

— Jeno...— Daia cruzou os braços aterrorizada com o discurso.

— Daia. — Repreendeu mais uma vez. — Continuando...— Levantou do trono e desceu os degraus. — Por algum motivo eu quero confiar em vocês. — Se aproximou de Mark. — Sinta-se recebido.

— Obrigado majestade. — Donghyuck sorriu aliviado.

Depois de terem se apresentado formalmente para vossa majestade foram guiados por duas moças até os aposentos.

— Nos perdoe por ter atacado vocês. — A mais alta ditou. — Eu sou a Sunmi, e essa é a Hyuna. — Apontou para a outra morena que estava ao seu lado.

— Qual é o problema daquela Daia? — Mark indagou.

— Ah, é que ela tem um sério problema com demônios. Seu pai fez um pacto com um e acabou levando a esposa junto. Daia conseguiu fugir pela floresta com o seu irmão mais novo, até chegar aqui no reino do Jeno. — Hyuna respondeu parando no meio do corredor.

— Entendo...— Donghyuck suspirou fazendo Mark franzir o cenho.

— Bom, tem um quarto para cada um. — Sunmi apontou para as três portas que ficavam ao lado esquerdo. — O jantar é servido às  sete e meia e o rei faz questão que todos jantem juntos. — Sorriu. — Ele também quer encontrar você...— Apontou para Donghyuck. — No jardim.

— Eu? Por que? — Ergueu a sobrancelha vendo a mulher dar de ombros.

— Apenas vá. — Hyuna sorriu também.

— Obrigado pela recepção. — Ten ditou vendo as duas mulheres acenarem com a cabeça.

Hyuna e Sunmi deram as costas e continuaram seu caminho, já o trio se entreolhou e suspirou aliviado.

— Ele não estava usando o colar. — Haechan comentou. — Deve estar escondido.

— Vamos nos separar e procurar? — Ten questionou com um pouco de receio.

— É melhor, eu vou ver o que o rei quer antes. — Donghyuck encarou Mark que apenas concordou com aquilo. — Cuidado.

Todos seguiram um caminho. Mark foi até os fundos do castelo, Haechan foi até o jardim encontrar o outro Lee e Ten seguiu para fora.

[...]

Caminhando entre as flores viu os olhos do rei caírem sobre si, um sorriso moldava a sua face e sua postura era relaxada.

— O senhor queria falar comigo? — Indagou em um tom baixo.

— Sim. — Respondeu simples. — Venha. — Deu as costas e caminhou mais a fundo pelo jardim sendo seguido pelo menor. — Meu reino sempre esteve disposto a aceitar pessoas ou criaturas que foram excluídas pelo Magistério. Eles dizem que aquele lugar é sagrado, um lar cheio de amor e compreensão. Hoje, você só me confirmou que aquilo tudo não passa de uma farsa. — O rei continuou caminhando lentamente.

— O senhor está totalmente certo. — Donghyuck concordou na mesma hora.

— Sabe Donghyuck, você me lembra muito uma pessoa. — O homem parou de andar e ficou de frente para o moreno. — Uma pessoa da qual amei por muitos anos mas que me traiu. — Suspirou. — Deve saber sobre a história.

— Sim senhor. — Encarou o rei que parecia perdido em pensamentos.

— Eu não consigo me esquecer dele nem por um segundo. E você, com esse olhar determinado e com a sua convicção me faz lembrar ainda mais. — Sorriu simples. — Mas quero deixar claro que não tolero traição. — Desmanchou o sorriso. — Eu assisti toda a minha família morrer, súditos e amigos também. Aquele maldito...— Resmungou.

— Eu sinto muito. — Lamentou a tristeza e angústia do rei.

— Tudo bem. — O rei riu sem humor voltando a caminhar. — Já viu algo do tipo? — Chegaram em uma parte do jardim onde mais passava seu tempo.

Ali haviam várias máquinas velhas, partes de carros muito antigos e motos cheias de ferrugem.

— Não senhor, isso pertence a era das máquinas. — Examinou cada coisa que havia ali.

Estava fascinado, era óbvio que estava ali a muito tempo. A natureza acabou se juntando com as peças deixando tudo mais incrível.

— Muito legal, não é? — Viu Donghyuck alisar uma das motos. — Eu as acho por aí, largadas e esquecidas.

— Uau. — Encarou o rei que sorria com sua reação.

— Sinta-se a vontade para vir aqui quando quiser. — Donghyuck sorriu com aquilo.

Uma parte de si se sentia mal por estar tramando contra o rei, ele era bom mas seu irmão era a única coisa que importava.

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Minha gente boa 🤠, como cêis tão?

Aiai adoro uma confusão 💅

O próximo cap as coisas vão começar a esquentar 👀

Bons sonhos hihihi

𝔪𝔶 𝔭𝔢𝔯𝔰𝔬𝔫𝔞𝔩 𝔡𝔢𝔪𝔬𝔫 | 𝑀𝒜𝑅𝒦𝐻𝒴𝒰𝒞𝒦 Onde histórias criam vida. Descubra agora