Capítulo 6

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  Quando finalmente terminei de secar os cabelos dela (o que foi quase uma vitória, considerando todas as distrações), Anahí pegou o estojo de maquiagem e colocou nas minhas mãos.

— Faz uma maquiagem em mim? Algo básico... só uma base, um pó, batom. — pediu, olhando para mim como quem sabe que seria impossível eu dizer não.

Assenti em silêncio. Antes que eu pudesse me organizar, ela me puxou de volta para o colo dela. Sentei encaixada, uma perna de cada lado, tão próxima que conseguia sentir sua respiração contra meu pescoço. Ela começou a me acariciar de novo, dessa vez com toques mais intensos, como se não tivesse pressa nenhuma... enquanto eu tentava, em vão, manter a mão firme para passar a maquiagem.

Passei a base, o pó, ajeitei um pouco o batom nos lábios já levemente inchados pelos beijos. Ela sorria a cada toque meu, como se estivesse se divertindo com o meu esforço. Era quase impossível maquiar alguém que me fazia tremer daquele jeito.

Quando terminei, ela se levantou rapidamente e foi até as malas. O relógio não perdoava, já quase meio-dia. Ela começou a jogar as roupas e os objetos dentro da mala sem muita organização, fechando-a num só movimento.

Antes mesmo que eu pudesse pensar em dizer algo, ela voltou até mim e me puxou para um beijo ardente. Um beijo cheio de urgência.

— Bom... então vamos aproveitar que só faltam alguns minutos. — murmurou contra meus lábios.

Sem me dar tempo para responder, me empurrou suavemente até a cama, fazendo meu corpo afundar no colchão. Seus beijos desceram pelo meu pescoço, enquanto suas mãos percorriam meu corpo como se já soubessem cada caminho de cor. Logo senti seus dedos deslizando entre minhas pernas, penetrando minha intimidade com firmeza.

Eu gemi, arqueando o corpo, mas logo percebi a diferença. Assim como no início, só ela me tocava. Eu não tinha espaço, nem tempo, nem permissão para retribuir. Eu estava ali, nua, entregue, sendo levada por seus movimentos.

Era impossível negar o prazer, mas a sensação de que eu estava sendo usada aos poucos me invadia. Para ela, talvez, aquilo fosse apenas aproveitar os últimos minutos. Para mim, era tudo.

Enquanto ela me tocava, eu gemia, respirava ofegante e deixava escapar declarações de amor para ela. 

Ela então começou a mover os dedos dentro de mim em um ritmo acelerado, quase desesperado, como se tivesse pressa de me levar ao limite. Meu corpo inteiro reagia, cada músculo tremendo, minha respiração saía em arfar descompassado, e meus gemidos se tornavam cada vez mais altos, mais desesperados, como se eu não conseguisse contê-los. Eu estava no meu ápice, prestes a explodir em prazer, beirando a loucura.

Quando senti que finalmente iria me entregar ao orgasmo, que meu corpo já não suportava mais, o som seco de batidas na porta ecoou pelo quarto.

E, como se fosse a coisa mais normal do mundo, Anahí simplesmente retirou os dedos de dentro de mim, sem a menor cerimônia, deixando meu corpo em um estado de choque e frustração. Eu ainda tremia, quase arquejando, implorando internamente por mais, mas ela parecia não se importar.

— Só um segundo! Estou indo! — gritou ela para quem estava do outro lado, a voz firme, como se nada tivesse acontecido.

Então, lambeu os próprios dedos, com uma naturalidade provocadora que fez meu estômago revirar. Sem me dar tempo de processar nada, pegou minhas roupas e me estendeu, rindo baixo.

— Agora sim, pode se vestir — disse em tom divertido, quase debochado. — Eu só vou lavar a mão.

Eu ainda estava ali, atordoada, incapaz de mover um músculo. Cada parte do meu corpo pulsava, implorando pela continuidade daquilo que ela havia interrompido sem o menor peso na consciência. Os músculos tremiam, a respiração ainda estava presa no peito, e a cada segundo eu sentia o peso cruel de ter sido interrompida no auge. Era como se tivesse sido arrancada de um sonho no momento mais intenso, deixada para trás sem nenhum cuidado, sem nenhuma importância.

Uma fã mais que especialHistórias para pegar e não largar. Descubra agora