Capítulo 7

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Com o anúncio da nova turnê de Anahí, Dulce Maria sente que o destino lhe dá mais uma chance de viver momentos ao lado da sua grande ídola. No entanto, a empolgação vem acompanhada de um turbilhão de sentimentos contraditórios.

A lembrança da noite que viveu com Anahí ainda pulsa em sua memória: tão intensa quanto dolorosa. Dulce não consegue deixar de se questionar: teria sido apenas "a escolhida da vez"? O que para ela foi mágico e inesquecível, para Anahí pareceu ser apenas mais um capítulo passageiro. A sensação de ter sido usada a corrói, e cada lembrança vem acompanhada da dúvida se vale a pena continuar idolatrando alguém que a marcou tanto... mas que também a feriu profundamente.

Entre a tentação de se aproximar novamente e o medo de se machucar mais uma vez, Dulce se vê presa em um dilema que mistura paixão, admiração e mágoa. A cada passo, ela precisa enfrentar não apenas os seus sentimentos por Anahí, mas também a difícil pergunta: até onde vale ir por um amor que talvez nunca tenha sido recíproco?






Querido Diário,

Pois é... nunca mais escrevi aqui desde aquele dia, né?

Acho que antes de contar o que eu realmente quero, preciso voltar um pouquinho no tempo...

 Depois que a Anahí foi embora, ela me seguiu nas redes sociais... você lembra? Mas não fui só eu. Ela seguiu também outras sete meninas. Oito, ao todo. Isso me corroía por dentro, porque me fez enxergar a verdade que eu não queria admitir: eu não era especial. Eu nunca tinha sido.

Naquela hora eu decidi: não vou mais ser fã dela! Simples assim, como quem arranca um curativo de uma ferida. Arranquei todos os pôsteres da parede, apaguei as fotos do computador, joguei fora revistas, lembranças... tudo. Achei que, apagando ela da minha vida, eu conseguiria apagar a dor também.

Mas não funcionou. O vazio só ficou maior. O arrependimento me consumiu porque nada do que eu destruí podia ser recuperado. E mesmo sem nada dela por perto, eu continuava me sabotando: procurando notícias, stalkeando, me afundando cada vez mais.

E, o pior de tudo... sentindo ciúmes. Ciúmes de qualquer pessoa que falasse com ela, que chegasse perto dela, que recebesse dela aquilo que eu, no fundo, queria que fosse só meu.

Quando começaram a postar as fotos do meet e do almoço, eu não resisti. Era como uma tentação impossível de vencer. Peguei a minha foto, marquei ela e, só para garantir que realmente veria, enviei o link por direct. Na legenda escrevi: "Amo! Sem palavras! Apenas agradeço por cada segundo que passei ao seu lado."

Mas depois fiquei me torturando. Será que fiz certo? Será que parecia desespero? Será que ela ia ignorar, como sempre fez com tantas outras?

Passaram alguns dias... e aí aconteceu. Ela respondeu. Sim, ela!

"Que linda a nossa foto! Também amei cada segundo ao seu lado! Cada beijo, cada toque... Esses dias fiquei lembrando como você foi especial! Logo logo vai ter turnê e vamos nos ver novamente! Não vejo a hora!"

Você imagina como eu fiquei quando li isso?

Não! Não, Diário! Ninguém consegue imaginar nem 1% do que eu senti naquele momento!

Era Anahí! Era a voz dela que eu conseguia ouvir em cada palavra escrita. Eu lia e relia, sem acreditar. "Cada beijo"... "cada toque"... Como assim ela lembrava de mim? Como assim eu tinha ficado na memória dela?

Uma fã mais que especialHistórias para pegar e não largar. Descubra agora