Como era gostoso ver aquela Anahí diante de mim. Seus olhos azuis, sempre naturalmente sedutores, brilhavam de um jeito diferente, como se houvesse um segredo bonito escondido ali, pronto para ser revelado. Ela estendeu a mão, acariciou meu rosto com ternura e, em seguida, me deu um beijo demorado.
— Sabe... está acontecendo uma coisa estranha comigo... — disse com a voz baixa, quase tímida.
Meu coração acelerou.
— O quê? — perguntei, sentindo um arrepio percorrer meu corpo.
Ela respirou fundo antes de sorrir de um jeito doce, quase infantil.
— Eu estou me apaixonando.
— Sério? — meus olhos se encheram de brilho na mesma hora, como se esperassem há muito tempo ouvir aquilo.
Anahí assentiu, mordendo de leve o lábio antes de continuar.
— É que... eu nunca senti isso. Esse frio na barriga, essa vontade imensa de estar ao seu lado, de buscar o seu beijo e o seu corpo... mas não do mesmo jeito de antes. É diferente agora. — ela sorriu com ternura, me olhando como se enxergasse além de mim. — Não é pela carne. É porque é você.
Um nó de emoção apertou minha garganta.
— Ai, Any... — murmurei, incapaz de segurar. Apenas a puxei para um beijo intenso, cheio de tudo o que transbordava em mim.
— Eu te amo, Anahí.
Ela me olhou fundo, seus olhos marejados, e respondeu com a certeza mais bonita do mundo:
— Agora eu posso dizer... Eu também te amo, Dulce.
Ficamos ali, coladas, respirando juntas, e uma sensação mágica me invadia como se o mundo tivesse finalmente feito sentido. Anahí me beijou de novo, me envolveu em um abraço apertado e, exausta, adormeceu nos meus braços. Eu, por outro lado, demorei para dormir. Minha mente estava em turbilhão, minha ansiedade no ápice. Imagina só? A minha ídola tinha acabado de confessar que estava apaixonada por mim... que me amava!
O coração ainda batia acelerado quando fomos despertadas por batidas insistentes na porta. O som me trouxe de volta à realidade: estávamos atrasadas. Anahí abriu os olhos sonolentos, mas não resistiu a me dar um selinho antes de se levantar. Cobriu-me com o lençol e, pegando outro, enrolou-se apressada.
Foi abrir a porta e deu de cara com Guillermo, visivelmente irritado.
— Você ainda não se arrumou??? — ele explodiu, a voz carregada de fúria.
— Acabamos dormindo demais... — Anahí respondeu, tentando manter a calma.
Quando ele me viu deitada na cama, sua expressão ficou ainda mais carregada. O rosto se contorceu em indignação.
— Anahí, Anahí! — ele balançou a cabeça em reprovação, quase cuspindo as palavras. — Você não aprende nunca! Ela conseguiu te levar na conversa?
Senti meu sangue ferver. Fuzilei-o com o olhar, encarando-o sem baixar a guarda, deixando claro que eu não iria aceitar ser diminuída daquela forma.
— Deixa ela em paz, vai, Guillermo! — Anahí cortou firme, sua voz cheia de autoridade. — E aliás... você comprou a passagem dela?
Ele deu uma risada seca, sarcástica.
— Lógico que não! Você mesma disse que iria dispensá-la.
Meu peito se encheu de raiva, e meus pensamentos ferviam como se pudessem explodir a qualquer momento. Eu queria gritar, jogar na cara dele tudo o que ele era e o quanto não merecia estar ali. A verdade é que aquele homem deveria estar na cadeia, não batendo na porta do quarto dela.
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Uma fã mais que especial
RomantikaAnahí é uma artista conhecida internacionalmente, faz sucesso cantando, atuando e arrastando multidões de fãs por onde passa. Entre seus fãs está Dulce Maria, que sonha em conhecer sua grande ídola e acaba sendo surpreendida pelo acaso. O que você f...
