Capítulo 2

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Quem é fã de verdade sabe o peso que esse instante tem. O coração dispara, o corpo treme e, por alguns segundos, o mundo inteiro simplesmente desaparece. Foi exatamente assim comigo. Eu não enxergava mais nada nem ninguém à minha frente. Só esperava por ela.

Cada segundo parecia uma eternidade. Eu repetia em pensamento, quase como uma súplica: anda logo, por favor, vem até mim...

E então, finalmente, aconteceu. Ela parou bem diante de mim.

Meu corpo congelou. Eu estava paralisada. Aqueles olhos lindos se fixaram nos meus, e de tão perto eu pude notar cada detalhe: a pele iluminada, o brilho dos cabelos, a delicadeza do sorriso, a forma como a roupa realçava sua beleza natural. Tudo estava ali, a centímetros de mim.

Ela me examinou dos pés à cabeça e sorriu. Deve ter achado engraçado o fato de eu estar completamente imóvel, como uma estátua.

— Olá... — disse ela, sua voz suave me arrancando do transe.

Senti meus olhos se abrirem ainda mais, como se eu quisesse registrar cada segundo. Um sorriso escapou, cheio de euforia.

— Anahí! — falei, finalmente conseguindo me mover e a abraçar. — Eu te amo tanto! Sou muito sua fã!

— Obrigada! — respondeu, retribuindo o abraço com força.

Naquele instante, eu não queria soltá-la nunca mais. Era como se o tempo tivesse parado só para nós duas.

Quando, depois de um longo abraço, ela se afastou um pouquinho, continuou olhando para mim

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Quando, depois de um longo abraço, ela se afastou um pouquinho, continuou olhando para mim. E, com uma sinceridade que me desmontou por dentro, disse:

— Nossa... você é muito linda!

Eu fiquei em choque. Diferente dos elogios que ouvi das meninas na recepção, aquele mexeu comigo de um jeito que eu jamais poderia imaginar. Era ela. Minha ídola. A mulher que eu admirei por tantos anos, dizendo aquilo olhando direto nos meus olhos. A voz rouca, quase melódica, me deixou totalmente encantada. Fiquei petrificada.

Imagina: a pessoa que você sonha conhecer, que parece intocável, olhar para você desse jeito... e ainda te chamar de linda?

— Poxa... obrigada, Any... quer dizer, Anahí! — respondi, nervosa, tropeçando até no apelido.

— Realmente! — disse ela, agora percorrendo meu corpo com o olhar.

Senti suas pupilas viajarem de cima a baixo, demorando um pouco mais na altura do meu decote. Eu estava usando uma blusa que destacava os seios, e não pude deixar de notar que ela reparou. Depois, seguiu até minha cintura, pernas, e finalmente meus pés. Era como se estivesse me analisando com calma, sem pressa.

Meu rosto queimava. Não só pelo olhar dela, mas também porque eu sabia que todos ali estavam observando aquela troca.

— É, realmente... muito linda! — repetiu, com um sorriso que só aumentava meu nervosismo.

Uma fã mais que especialHistórias para pegar e não largar. Descubra agora