Capítulo 4

1.1K 69 104
                                        


Ela abriu a porta devagar, com um sorriso que parecia carregar segredos, e antes que eu pudesse hesitar, me puxou para dentro com firmeza. O som da porta sendo trancada atrás de mim ecoou como um aviso — dali eu não tinha mais para onde fugir. Meu coração deu um salto tão forte que quase saiu pela boca.

— Que bom que você veio! — a voz dela saiu baixa, arrastada, carregada de uma sensualidade natural que fez minha respiração falhar por alguns segundos.

Tentei puxar o ar, recompor-me, mas estava cada vez mais impossível. Sem saber onde colocar as mãos, comecei a enrolar uma mecha do meu próprio cabelo, como se aquele gesto bobo pudesse me proteger do olhar dela.

— Vou te confessar que foi difícil decidir... eu estava com um pouco de vergonha — murmurei, tentando parecer calma, mas a minha voz tremia.

— Ora, por quê? — ela arqueou as sobrancelhas, inclinando a cabeça de um jeito sedutor, como se eu tivesse dito a coisa mais absurda do mundo.

— Como eu disse... eu sou muito sua fã... era meu sonho te conhecer. — minha voz saiu quase como um sussurro, um misto de confissão e justificativa.

O sorriso dela se abriu ainda mais, só que agora havia um brilho travesso nos olhos.

— Então vai me conhecer bem hoje... — ela disse, arrastando a palavra, e antes que eu pudesse reagir, me puxou pela cintura, colando seu corpo ao meu.

Meu coração, que eu já achava acelerado, encontrou um ritmo ainda mais insuportável. Minhas pernas ficaram bambas, um arrepio percorreu minha espinha e senti minhas mãos suarem. Mas não era só nervosismo: meu corpo inteiro respondia de forma incontrolável, o calor que subia ao meu rosto, os seios sensíveis, aquela pressão silenciosa na intimidade.

Eu fiquei paralisada, sem graça, envergonhada por perceber que ela tinha despertado tudo isso só com um toque. E, claro, ela percebeu.

Riu baixinho, aproximando seus lábios perigosamente do meu ouvido.

— Calma... não precisa ficar tão nervosa. Você veio me ver, não foi?

— Foi... — respondi num fio de voz, tentando me lembrar da minha promessa de não deixar passar dos limites.

— Então... deixa eu te abraçar direito. — murmurou, apertando-me ainda mais contra si, como se quisesse provar que não havia volta.

Ela me abraçou forte e eu a abracei também. Suas mãos foram deslizando pela minhas costas, fazendo carícias que me excitavam. Ela foi descendo e apertou a minha bunda, com as duas mãos e ali ficou, apertando e massageando.

Meu corpo reagia se arrepiando e ela percebia.

Ainda me apertando, ela manteve o rosto colado ao meu, tão próximo que eu podia sentir o calor da respiração dela roçar minha pele.

Foi nesse instante que percebi que precisava tomar uma decisão. Eu tinha três opções: sair correndo dali e fingir que nada tinha acontecido, agir como uma menina inocente e deixar que ela conduzisse tudo sem resistência, ou encarar de frente o que já estava acontecendo, aceitar e me entregar para transformar aquela noite em algo inesquecível... para mim e para ela.

Ela não me deu muito tempo para pensar. Continuava me apertando com firmeza, explorando cada curva do meu corpo, como se quisesse provar que eu já era dela. O olhar dela não se desviava do meu, e eu me sentia paralisada, uma boneca em suas mãos.

Sem pressa, esperava alguma reação minha. Como eu não fazia nada além de ofegar, ela foi além. Seus dedos ágeis desabotoaram o meu shorts, deixando o tecido deslizar até escorregar pelas minhas pernas. Então puxou minha calcinha, ajustando-a de um jeito provocador, fazendo a renda pressionar ainda mais minha pele. Em seguida, cravou as unhas, apertando minha bunda com intensidade, arrancando de mim um arrepio incontrolável.

Uma fã mais que especialHistórias para pegar e não largar. Descubra agora