Não quero falar com palavras difíceis
Se não, irreversíveis
Não quero ter pensamentos ruins
Se não, realistas
Não quero que peçam a morte à mim que tanto prezo a vida
Se não, quando necessário
Não quero que me implorem felicidade
Se não, a verdadeira
O sangue corre à vontade
Vermes espreitam à procura de uma oportunidade
De sentir o gosto e a armagura
De tristeza de verdade
É grave
É incurável
É mentira
E eu sei que o tempo transforma o sangue em tinta
Tinta de um quadro que a morte pinta
E mesmo que você não sinta e não saiba
A pintura acaba essa quinta
Tudo acaba
A alma desabrigada
O corpo desaba
E a vida desgraçada
Estou quase caindo
Sonhei com esse momento
Acabou e estou indo
Estou voltando pra casa
VOCÊ ESTÁ LENDO
Pérfida Felicidade
PoesíaA tragédia de nascer, a odisséia de viver, a visão do homem sobre si mesmo, o sentimento sufocante, corrosivo e incessante no peito que é respirar. Deus? Por que me deste este presente? Tão lindo, tão misterioso e efêmero, que é a vida... As vezes o...
