O amor é como a morte
Chega de repente
Não avisa
Sempre mente
Fortes não somos
Na realidade
Nunca fomos
Negligenciamos a verdade
A brisa leve repousa em meu peito
Mas a qualquer momento
Será cobrado o meu feito
Sem dúvida Memento Mori
Pulso acelerado
Olhos arregalados
Medo nas veias
Desconhecendo o desconhecido e o que há em suas teias
Um rio
Uma ponte
A fonte
O frio
Ando sem direção guiado pelo vazio
Confuso de um discurso vindo de um clarão
Duvidei do que via
Ouvi o que a voz dizia:
"A vida passa num piscar de olhos
Enfrente o cansaço
Dê seus próprios passos
Olhe para frente e vença o mundo"
A luz saiu de minha vista
E retornei a razão
E em uma fração
Vi um carro em minha direção
Lembrei de meus pés de barro
Apenas fechei os olhos
E senti novamente
Uma brisa de verão
Em meu coração
Seguida de um impacto
Meu olho reluz
Minha boca sorri
E novamente eu vi a luz
VOCÊ ESTÁ LENDO
Pérfida Felicidade
PoesíaA tragédia de nascer, a odisséia de viver, a visão do homem sobre si mesmo, o sentimento sufocante, corrosivo e incessante no peito que é respirar. Deus? Por que me deste este presente? Tão lindo, tão misterioso e efêmero, que é a vida... As vezes o...
