Capítulo 42

385 25 11
                                        

Hope on

Anteriormente naquela mesma noite antes da invasão....

" Estava bastante nervosa com todo risco que os meninos iriam correr nesse plano, nem me possibilito de pensar nas lesões ou mortes que pode ocorrer.

Minha ansiedade, meu coração acelerado, náuseas e tremores estava no meu interior, sensações péssimas me fizeram com que eu tivesse que sentar no sofá para tentar esforçar meu meu corpo à respirar direito.

Ao meu lado estava Montanha, me auxiliando em absolutamente tudo, ele sempre estava em alerta e não deixava eu fazer muitas coisas, um carinho paterno que nunca tive, era estímulos que ajudava a nossa relação entre pai e filha ficarem mais longas e duradouro.

Ele me disse que teve uma ordem direta, desejo, talvez clemencia do Lúcifer, para o mesmo ficar aqui comigo e me dar a proteção, defesa e apoio que eu mereço, porém o Montanha está com os nervos a flor da pele de tanto que meu humor muda, chega à ser engraçado ver sua cara confusa por meus pedidos.

Tentei várias vezes me distrair fazendo comida, limpando a casa, tricotando, assistindo série ou até mesmo conversando com as meninas por chamada de vídeo mas nada resolveu.

Ficar parada dentro de casa é um tédio, para piorar nada me animava ou ajudava a melhorar minha angustia, acho que só ficarei mais calma quando eu ver que todos estão bem e seguros aqui na minha frente.

Já desconfiei desse plano do Lúcifer várias vezes, até pensei que era apenas tudo loucura da minha mente, mas com a confirmação do mesmo só me deixou mais atenta as minhas teorias.

Achei muito estranho o fato dele querer ir logo na mesma fazenda em que perdeu o rastro do Lobão, isso me deixou inquieta, tentei arrancar algumas informações do Montanha só que ele dificulta e nunca fala nada, á não ser o necessário sobre o assunto..

Ha única coisa que eu ouvi ele dizer com convicção foi uma senha que eu deveria decorar , para eu fazer bastante comida e depois guarda-las em Tupperwares.

Como meu corpo estava elétrico, fui para a cozinha, cozinhei um papelão de macarrão com bacon, presunto, mussarela e cheddar, dividi em travessas grande, tampei todas com papel filme, encaixei as tampas nas Tupperwares, entreguei para o mesmo Richard que saiu levando tudo consigo.

Sim o Montanha exigiu que eu chamasse ele assim, palavras dele que uma filha tende á chamar o pai de "papai" ou pelo nome, claro que nesse momento me derramei em lagrimas, mal conseguia falar ou me movimentar, porque sentir algo que jamais achei que puderá ganhar é inacreditável, mas posso dizer com toda certeza que tenho Um Pai.

Como eu estava exausta, com sono, sentindo pontadas em minha barriga e desconfortos em minhas costas, resolvi sair da sala e ir descansar no quarto. Subi as escadas devagar pelas dores em meu corpo, quando pisei no último degrau, abaixo um pouco minha coluna, respirando fundo várias vezes.

Que caralhos de dor insuportável!

Me levantei, ajeitando minha roupa, vou indo rapidamente para meu quarto, querendo apenas um pouco de sossego. Acho que não faria mal se eu dormir um pouco, me deitei na cama, arrumei a colcha, me embrulhei, fechei os olhos e dormir.

Pobre engano meu por achar que estaria abrigada e que dormir me faria bem. Depois de horas de sono acordei mais disposta vendo a escuridão da noite explandir pelo quarto, sentei na cama passando a mão em minha barriga percebendo que meus bebês estava com soluços.

Dangerous LoveOnde histórias criam vida. Descubra agora