Capítulo 33

540 34 14
                                        

Hope on

"Sabemos a hora certa de cada coisa, nossos erros, é apenas aprendizados, nossas vitórias são caminhos certos escolhidos na estrada da vida"

Estou a dias sentada nesse chão ensopado, essa sala está cheirando a mofo, tem ratos em cada buraco desse lugar, as paredes estão todas encardidas e o fedo é um dos piores.

Não aguento mais, a cada hora, minuto e segundo que eu passo nesse lugar, minha força vai embora, meu corpo está fraco e cheio de feridas, minhas coxas tem cortes profundos e os banhos que tomo só ajuda a piora toda dor que sinto.

Todo santo dia eu apanho de uma pessoa diferente, mas tem uma que me intriga muito, ele apenas me assiste apanhar, usa sempre máscara e roupa preta, nunca ouvi sua voz, realmente um cara estranho.

As manhã quando a puta da Valquiria trás meu café, que é somente pão seco e água, diz como conseguiu convencer  o meu amor a me deixar aqui, apodrecendo a cada dia mais, eu realmente acreditei profundamente no que ela disse, mas uma parte de mim lá no fundo, tem esperança dele estar me procurando e só esta esperando o momento certo para vir me buscar.

O morte já tentou tocar em mim várias vezes, mas sempre aquele homem chega e me salva, eu sei que ele não me é estranho, mas por em quanto ele é o único em que confio, ele nunca deixa os soldados ficarem muito tempo ao meu lado e preza de mim, uma maneira anormal é claro, mas até que fofa.

Meus dias são sempre resumidos em comer, vomitar, tomar banho, apanhar, vomitar, comer e dormir, eu até cogitei a ideia de que poderia estar grávida, mas a ideia se descarta toda vez que apanho, ate porquê em uma das surras eu sangrei na região vaginal, eu achei que era um pequeno corrimento, mas não tinha como ser.

Minha barriga anda inchada, até um pouco redonda, mal consigo levantar de dor, apenas oro a deus e peço que ele faça meu amor me encontrar logo, se não irei morrer aqui.

Nesse momento estou deitada no chão, meu corpo, está tremendo de frio, sinto gotas de águas descerem as pressas da minha testa até o meio dos meus seios, sinto pontadas no meu ventre, fazendo eu me remexer para os lados, ouço a porta ser aberta, mas nem faço questão de levantar, estou sem energia para nada nesse momento.

- Sua cadela sem sal, levante não tenho o dia todo, coma logo e me espere sentada, hoje iremos ter uma conversinha de mulher para vagabunda - diz Valquiria de modo louco.

Era só o que me faltava!

Espero ela sair da salinha e começo a me arrastar até a bandeja de comida, milagre que hoje ela trouxe algo diferente, tem torradas com geleia de amoras e copo de água, como devagar até não sobrar nenhum pedaço, bebo a água matando a minha cede, até me dar por satisfeita.

Levanto com cuidado, andando com ajuda da parede até a cadeira de ferro que tem no canto da sala, me sento de vagar sentindo as dores cada vez mais forte.

Começo a respirar fundo e contar os famosos carneirinhos. 1 carneirinho 2 carneirinhos 3 carneirinhos 4 carne....

Sinto as minhas pálpebras se fecharem, meu corpo amolecer, minha garganta fechar e a escuridão me tomar.

{...}

Acordo assustada, ao sentir alguém chacoalhar meu corpo de modo bruto, ainda sem abrir os olhos, tento me levantar da cadeira, mas a tentativa vai por água abaixo quando sinto, que minhas mãos estão amarradas com um nó muito forte, me ajeito de cadeira tentando ficar o mais confortável possível.

Dangerous LoveOnde histórias criam vida. Descubra agora