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Noah se sentou ao meu lado no meu sofá e ne entregou os papeis.

- foi o máximo que eu consegui, não reclama.- o moreno resmungou e eu comecei a ler.
O contrato não dizia nada mais nada menos do que um matrimônio entre um de nós dois. Ele poderia se casar com outra mulher e eu poderia casar com outro homem, assim a gente dava entrada na guarda do Arthur novamente e conseguia. A minha ideia não era essa, mas essa ideia foi do advogado de Noah. Ele disse que era melhor.

- ta, vai casar com quem?- olhei pra ele.

- eu não vou me casar, você vai. Pode se casar com o John.

- não, John é separado mas não divorciado. Eu não vou casar com ele.

- um de nós dois precisamos casar pra ter o Arthur de novo. Óbvio que se eu casar, eu divido a guarda.

- ótimo, casa.- falei simples.

- não. Não tenho nenhuma mulher descente pra casar comigo.- nos encaramos por um tempo.- não, isso não.

- não mesmo.- fiz careta e me levantei indo pra cozinha.- mas eu quero meu filho.

- nosso.- ele resmungou vindo atrás.- é o único jeito, já que nenhum de nós vamos casar.

- ata.- ri sarcástica.- iam perceber.

- ou casa com o John,.- ele sorriu cínico.

- pior ainda.- fiz careta.- e nem da. Mesmo se desse, John seria o último cara que eu iria pensar.- falei. Era uma ideia estúpida.- seria só pelo Arthur, certo?

- sim, pelo Arthur.

- ok, não tenho como pensar.- resmunguei.- vão desconfiar.

- claro que não, tanto que a gente se esforçe para parecer um casal que se ama ta ótimo, depois a gente finge uma briga feia e pede o divórcio.- ele disse simples.

- ah claro.- suspirei.- eu topo.

- ótimo. Agente casa e pede a guarda do Arthur que já vai vir divida por seremos um "casal"- ele fez aspas com os dedos.- só não podemos fazer tudo correndo. Você vai ter que aguentar a saudade dele.

- ah merda.- suspirei roendo a unha.- oque acontece agora?

- a gente finge que se ama, se pega na frente dos outros como se fosse sem querer até que a gente assume compromisso, te peço em casamento que não passa de um contrato e a gente da entrada na guarda do Arthur. Simples.

- quando começamos?- coloquei uns Pães de queijo congelados no forno para assar e coloquei achocolatado em uma xícara no microondas.

- hoje?

- ta hoje, oi amor, como foi seu dia?- sorri e ele começou a rir descontroladamente.

- não força Sina, a gente não vai se chamar de amor, ainda. Vamos apenas trocar olhares e nos beijarmos assim.- o moreno se aproximou de mim e segurou meu queixo selando nossos lábios iniciando um beijo calmo com poucas mordidas em meus lábios. Aquilo foi calmo e estranho, senti borboletas em meu estômago.

- vamos ter que nos beijar assim?

- isso. - ele coçou a cabeça e eu me afastei. Tirei os Pães de queijo do forno e peguei meu achocolatado.

- quer assistir alguma coisa comigo?

- adoraria.- ele sorriu.- mas meus filhos estão sozinhos. Deixa pra próxima.- o moreno disse e me deu um selinho demorado saindo.

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