Capítulo 22

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Acordo com alguém batendo no vidro do meu carro, abro o vidro e vejo Bucky do lado de fora. Ele me olha e franze a testa.

—Você saiu da mansão, pra dormir no carro do outro lado de Manhattan! —ele diz irônico e bocejo.

—Talvez!

—Eu te procurei por 4 horas! —ele diz irritado.

—Meu dia se tornou mil vezes melhor por saber que te irritei! —digo o olhando.

—Eu só queria saber se você...se você está bem! —ele diz e o olho desconfiada.

—Você ta doente? —pergunto.

—Não to doente idiota! —ele diz, ai está o Bucky que eu odeio.

—Ah quanto tempo você sabia que era o soldado que eu procurava?

—Não sabia, não até você dizer! —ele diz, e posso notar a sinceridade em seus olhos.

—Uma grande irônia, a pessoa que odeio é a mesma que me tirou da escuridão!

—Não estou fazendo isso porque gosto de você, só fiz porque vi que ficou...magoada! —ele diz e dou risada.

—Fiquei irritada, você não pode me magoar! Eu teria que ter um coração para isso acontecer, e eu não tenho.

Ele revira os olhos e tira uma mexa de cabelo do meu rosto, olho para ele e antes que possa dizer algo o painel digital que inseri no meu carro aparece. Olho para Bucky e depois para o painel.

—Entra logo! —digo e ele hesita mas entra. Fecho os vidros e começo a mexer no painel.

—O que é isso? —Ele pergunta.

—Me encontraram! —digo e ligo o carro, piso no acelerador e o carro canta pneus enquanto dirijo.

—Hydra! —Bucky diz.

—Você dirije!

  Mudo de banco e me sento em seu colo por um segundo, ele parece ficar desconfortável, ele assumi o volante e pego as armas no banco de trás. Abro o vidro da janela e passo metade do meu corpo para fora, olho para trás e vejo três carro pretos. Tento atirar nos pneus mas não é tão fácil com o carro em movimento. Tiros acertam meu carro, Bucky acelera e se não me seguro tinha voado para fora do carro.

—Foi mal! —Bucky diz.

—Mentiroso, bem que você gostaria de me ver voando para fora do carro! —digo e ele dá um sorriso de lado, reviro os olhos e continuo atirando.

Vejo um dos carros blindados ficar ao nosso lado, inverto as coisas e coloco minhas pernas para fora da janela e chuto o carro com toda a minha força, o cara atira antes do carro deslizar e sair da pista. Perco o equilíbrio quando desvio do tiro mas Bucky me segura, me jogo em cima do carro e começo a tirar. Salto pra cima de um dos carros blindados e com um soco atravesso o metal e arranco um dos caras de dentro. O outro tenta assumir o controle do volante e continuar atirando mas quebro seu pescoço. Salto do carro antes dele bater e explodir, aterriso e para me manter fixa arrasto minha mão pela concreto da avenida. Vejo Bucky com uma arma atirando a poucos metros a minha frente, ele havia saído do carro. Causamos um grande engarrafamento na avenida.

—Eu distraío e você acaba com eles!

Ele me olha e reúno toda a minha energia, começo a parar as balas direcionadas a mim e a ele. O vejo caminhar ate os dois homens que atiram mas suas balas param no caminho, vejo Bucky atirar e em segundos os homens estão mortos. Derrubo as balas e dou risada.

—Isso foi, demais!!

—Não foi não! —Bucky diz e reviro os olhos.

—A gente não ia morrer! —digo.

—Até parece! —Ele retruca.

—Eu deixaria balearem você primeiro, babaca!

Ele morde o lábio inferior sorrindo de lado, faço cara de nojo e ele revira os olhos dramaticamente.

—Vamos logo! —ele diz caminhando até o carro.

—Que tal uma parada pra tomar iogurte?

—Não! —ele diz sério.

—Credo, você não sabe o que é viver!

—Eu sei o que é viver! —ele diz entrando no carro e entro no banco do carona.

—Isso é o que uma pessoa que não sabe viver diria! Quando foi a última vez que transou?

Ele me olha com incredulidade e dá partida, continuo esperando a resposta mas tudo o que vem dele é silêncio.

—Ah qual é? A Sharon não conta!

—Você não cala a boca nunca? —ele pergunta irritado.

—Estou curiosa, o braço de vibranium deve complicar na hora de transar! Eu acho sexy...

—Você não sabe o conceito de silêncio! —Bucky diz e começo a rir.

—A idade deixa as pessoas chatas e ranzinzas! Acho que agora entendi porque você é...assim!

Ele continua me ignorando e eu encosto a cabeça no vidro, começo a murmurar uma música triste. Ele me olha e revira os olhos.

—Uma hora você vai revirar os olhos e eles nunca mais vão voltar! —digo e ele franze a testa.

  —Você é sempre assim? Insuportável. —ele pergunta e levo a mão no peito.

—Você está partindo meu coração sensível!

—Você não tem um, lembra? —ele diz e mostro a língua pra ele. —Quanta maturidade.

—Você podia relaxar!

Ele volta a me ignorar e resmungo, olho para ele e noto que ele é muito bonito. Eu já sabia que ele era bonito, mas nunca tinha prestado tanta atenção, e eu não menti quando disse que acho o braço de vibranium sexy.

—Você pode parar, eu quero tomar iogurte!

—Não! —ele diz e xingo.

—É meu carro!

—Sou eu quem está dirijindo! —ele diz como se não fosse óbvio.

—Eu te odeio!

—Olha que ironia, eu também! —Bucky fala e me viro pra janela.

Foram os 30 minutos mais longos da minha vida, quando Bucky estacionou na frente da mansão, não perdi tempo saindo do carro. Começo a caminhar em direção a mansão, Bucky me acompanha e quando entramos passo minha perna pelas suas e o derrubo.

—Opa! —digo sorrindo.

Ele me olha com ódio e antes que vejo ele puxa minhas pernas e caio de bunda no chão, xingo e me coloco de pé e levanto minha perna para acertar seu estômago mas ele a segura e me gira. Tomo impulso antes de cair e passo minha perna livre por seu pescoço e prendo minhas pernas em seu pescoço, ele me empurra na parede e sinto minha cabeça bater com força. Relaxo minhas pernas e ele me joga no chão, me levanto e me preparo para socá-lo, ele segura meu punho e ficamos nos encarando.

  —Isso é pelo meu iogurte! —digo antes de levar minha mão livre em seu pescoço.

Ele pareceu surpreso mas então usa a força que coloquei para segurar seu punho contra mim, voo pela sala e me choco contra uma parece. Com raiva me levanto e pego o escudo do capitão que estava na sala. Jogo com toda a minha força e ele acerta o estômago de Bucky, ele é jogado contra a parede e pego a primeira coisa que vejo, giro a coisa e meu poder parece despertar.

—Mas que merda! —Bucky diz me olhando como se eu fosse outra pessoa.

—Solta o martelo América! —Ouço o capitão falar.

A Filha do Tony StarkOnde histórias criam vida. Descubra agora