Fiquei alguns minutos no meio da sala sentindo o cheiro de Magnus e a sua presença em mim. Minha vontade era de gritar desesperadamente.
Dentro de mim se passava um turbilhão de sensações que eu não estava acostumado a sentir: frustração, dor, como se algo estivesse me rasgando por dentro, era uma dor insuportável. Por que Magnus Bane apareceu na minha vida?
"Você precisa se dar uma chance de ser feliz, gato".
A voz de Jace ecoou em minha cabeça. O que eu estava fazendo? Eu estava sofrendo, afinal. Até quando eu poderia me enganar?
"Eu amo você, Alexander, mais do que você possa imaginar. "
Magnus havia dito e suas imagens me invadiram: a forma como ele me olhava quando estava dentro de mim. Envolvendo-me em seus braços, quando soube do meu passado.
Comigo na sala, altas horas da madrugada, tentando me ajudar na estratégia para fechar um contrato, me fazendo enxergar aquilo que estava na minha frente e eu não via.
Das vezes em que mergulhou a fundo nos estudos sobre Huntington só para me ajudar a entender melhor o problema. Sua presença comigo, que foi além de médico, no tratamento para o meu ombro e, para me nocautear de vez, quando esteve ao meu lado no momento em que eu fiz o teste genético pelo simples fato de saber que eu não poderia jamais encarar aquilo sozinho, por mais que eu dissesse que eu poderia.
Balancei a cabeça.
Aquele homem me amava, Jace estava certo. É claro que eu o amava também, apesar de não admitir para mim mesmo e nem em voz alta. Talvez o meu medo de perdê-lo não fosse maior do que a minha vontade de tê-lo comigo, afinal.
A constatação de que eu o amava e que eu não suportaria perdê-lo me atingiu em cheio e o desespero se apossou de mim, eu precisava fazer alguma coisa, eu não podia acabar assim..
Corri em direção à porta, abrindo-a rapidamente para ver o elevador acabar de descer e, por mais que eu apertasse freneticamente o botão, não havia jeito. Magnus havia partido e estava indo embora.
Talvez para sempre.
Corri em direção à escada e descendo três degraus de uma vez, me pus a correr atrás daquele homem. Pelo anjo! O meu prédio tinha vinte andares, contando com os três da garagem, mais a cobertura, onde eu morava.
Ainda assim, eu não desisti, eu estava decidido: Eu não iria deixar que os meus medos atrapalhasse a minha felicidade.
— Dezenove. — Eu contava e Magnus estava sempre um andar abaixo de mim. — Dezoito. — Eu precisava ir mais rápido.
— Quatorze. — Droga! — Dez... Quase a metade…
Graças a Deus eu já tinha voltado às minhas atividades físicas. Eu já estava chegando ao sétimo, mas eu precisava ir mais rápido, ou poderia perder Magnus de vista. Será que não havia ninguém para chamar essa merda de elevador nos andares de baixo, fazendo-o parar?
— Cinco. — Puta merda! Eu era a prova viva de que uma pessoa apaixonada era capaz de fazer as maiores insanidades. — Três! — Eu contava, e ainda tinha a porcaria dos andares da garagem!
"Quem construiu essa merda?"
Pensei, enquanto eu chegava ao andar da primeira garagem para dar de cara com uma grande e pesada porta de ferro, a qual os outros andares não possuíam.
Abri a porta com força, saltando os degraus para chegar à segunda garagem e constatar que o elevador acabava de passar da primeira. Ele chegaria ao térreo em questão de segundos.
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Deal (Malec)
FanfictionEle definitivamente odiava qualquer coisa relacionada ao amor, adorava sua liberdade, diferente de seu melhor amigo que era um romântico incurável. Para Alexander Lightwood, tudo o que ele precisava para ser feliz ele já tinha: Seu inseparável borbo...
