Último capítulo, obrigada a todos que chegaram até aqui, aos que curtiram e comentaram e amaram cada detalhezinho dessa história! Boa leituraaa!💜
⇢⇢⇢
Eu e Magnus seguimos para o consultório do doutor Asmodeus Bane, onde eu fui recebido com um afetuoso e sincero abraço.
— Alexander. — Ele franziu o cenho e me perguntou com cuidado. — Como se sente? — Assenti, dizendo que eu estava bem e ele continuou, olhando na direção de Magnus. — James me telefonou. — Balançando a cabeça, concluiu. — Como Camille pôde chegar a este ponto?
Houve um silêncio desconfortável na sala enquanto nos acomodamos. O doutor Asmodeus Bane sentou-se em sua cadeira, eu à frente e Magnus ao meu lado. Havia três envelopes lacrados, perfeitamente enfileirados em sua mesa e eu balancei a cabeça em confusão.
— Eu enviei as amostras para três centros diferentes, incluindo o nosso laboratório. — O Doutor Bane começou. — Em testes tão específicos como esse, é comum que se repita o exame e leve as amostras a outro local para análise. — Ele deu o seu sorriso terno e encantador, antes de concluir. — Você não precisará fazer isso.
Retribuí o seu carinho e dedicação com um sorriso, mas, confesso, sem saber se de nervoso ou de alívio. Não repetir aquela merda de exame e aguardar todo aquele tempo à espera de seu resultado era reconfortante, porém, saber que toda a minha vida estava ali, dentro daqueles malditos envelopes, era assustador.
Imediatamente as palavras de Mark me invadiram a mente:
"Se houvesse algo que eu pudesse fazer para retardar ou mesmo impedir que essa merda de doença se manifeste, eu procuraria saber, mas, não há! Então, para que saber antes e ficar me torturando por uma coisa que acontecerá daqui a alguns anos?"
Será que ele tinha razão? E se o meu resultado desse positivo para a Doença de Huntington? Não haveria nada que eu poderia fazer para impedir ou mesmo retardar isso. Eu viveria o resto da minha vida com esse peso em minhas costas. Valeria a pena? Eu tinha trinta e dois anos, quanto tempo a mais eu teria até os sintomas aparecerem?
Senti a mão de Magnus na minha, segurando com força e carinho. Olhei em sua direção. Sim, ele estava ali, mais uma vez. Magnus Bane estava comigo em mais um momento crucial em minha vida. Ao meu lado.
Seu rosto estava tenso e os seus lábios formavam uma linha fina e retesada, além disso, ele estava ligeiramente suado. Olhei para sua mão e ela tremia em cima da minha, enquanto ele me apertava com força, não sei ao certo se para disfarçar o seu nervosismo ou para tentar controlar o meu.
Seu olhar me invadiu e eu vi um emaranhado de emoções: medo, tensão e dor se misturavam à esperança, carinho, apoio e... Amor. Sim, eu vi o amor nos olhos daquele homem que sempre estava ao meu lado.
Sempre.
— Não faça nada ou deixe de fazer alguma coisa, qualquer coisa, da qual possa se arrepender depois. — Sua voz soou doce e ele acariciou o meu rosto. Se o Doutor Asmodeus Bane ainda não sabia sobre nós, naquele momento não restou mais dúvidas. E, me olhando com ternura, concluiu. — A decisão é sua e eu o apoiarei. Sempre.
Olhei-o por alguns instantes e, mais uma vez, a vontade de colocar tudo para fora em relação aos meus sentimentos apareceu. Apertei a sua mão delicadamente e olhei na direção do Doutor Asmodeus, que estava na minha frente com o seu olhar fraterno e encorajador.
Mais uma vez as palavras de Mark ecoaram na minha cabeça. Será que eu deveria abrir aquelas porcarias de envelopes ou seguir em frente com a minha vida? O que era pior: a certeza macabra ou a dúvida constante?
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Deal (Malec)
Fiksi PenggemarEle definitivamente odiava qualquer coisa relacionada ao amor, adorava sua liberdade, diferente de seu melhor amigo que era um romântico incurável. Para Alexander Lightwood, tudo o que ele precisava para ser feliz ele já tinha: Seu inseparável borbo...
