Cuidados paliativos ..

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No dia seguinte, organizei tudo e deixei Jace a cargo da Lightwood Editora. Magnus, por sua vez, ordenou a Dorothea que desmarcasse todos os seus compromissos e consultas, remanejando-os para a próxima semana. 

Era fim de tarde e eu me despedia de Jace:

—  Fico mais tranquilo sabendo que Magnus  irá com você, ainda assim, se precisar, me ligue que irei nem que seja num foguete da Nasa!

Não pude deixar de sorrir e abraçá-lo. Como podemos ter uma ligação tão forte com alguém que não é do nosso sangue?

— Gato, eu estou falando sério!

Sorri mais ainda, lhe abraçando mais forte.  

—  Eu sei, mas, não se preocupe.

— Aqui estão as informações sobre o hospital, inclusive o endereço. O tal Doutor Wayland já foi avisado.  —  Disse de forma profissional, ergui a sobrancelha em sua direção, antes dele concluir. — Falei com ele pessoalmente.

É claro. 

Eu conhecia Jace o suficiente para saber que ele jamais permitiria que eu chegasse a qualquer lugar sem antes fazer uma pesquisa minuciosa sobre todos os detalhes que me cercassem.

— Ele o aguarda e irá recebê-lo. — Segurando as minhas mãos com ternura, concluiu. — Você tem certeza?

Assenti.

—  Eu preciso acabar com isso, Jace. Durante toda a minha vida, eu deixei pontas soltas. A possibilidade de ter uma doença macabra e incurável, um relacionamento fragmentado com... — Engoli em seco, eu não conseguia chamar aquele homem de pai. — Ele... — Sem saber muito bem como continuar, concluí. — Eu realmente preciso resolver isso.

Jace balançou a cabeça e me abraçou forte no momento em que ouvimos uma batida na porta. 

Magnus  entrou perfeito em sua calça jeans escura e camisa social impecavelmente branca, com a manga dobrada até o cotovelo. Ver o tom de sua pele em seus braços deliciosos me deixou ligeiramente desnorteado.

— Essa delícia toda é realmente necessária? — Perguntei, puxando-o pela gola e mordendo os seus lábios e Jace se afastou sorrindo.

— Ok, finjam que eu não estou aqui. — Disse Jace, colocando as mãos no rosto para tapar os seus olhos.

Magnus  sorriu, mordendo o lábio e me olhando daquele jeito que só ele fazia, deixando o meu corpo em total estado de ebulição. Era impressionante como tudo desaparecia, sendo bom ou ruim, quando Magnus Bane estava presente.

Sem nada dizer, acariciou o meu rosto, contornando os meus lábios com o dedo, antes de levar a sua mão deliciosa para a minha nuca e me puxar em sua direção. Senti os seus lábios nos meus e a sua língua me invadiu, fazendo tudo desaparecer.

Não sei dizer ao certo quanto tempo aquele beijo durou, mas eu estava prestes a jogá-lo em cima da mesa, quando ouvi sua voz em meu ouvido:

— Nós temos um vôo, meu anjo. Não me faça perder o controle..

Sorri. 

Eu gosto quando Magnus  perde o controle, mas, ele tinha razão. Nós tínhamos um vôo. Após nos despedirmos de Jace, seguimos em direção à porta.

— Por favor, me liguem, antes de se atracarem na terra maravilhosa, ok?  —  Ouvimos a sua voz divertida, antes de sairmos da sala.

⇢⇢⇢

Nosso vôo durou toda a noite e embora eu devesse dormir, eu estava uma pilha. O máximo que eu consegui foram alguns cochilos que não passavam de minutos. O mais impressionante foi Magnus  ter ficado acordado o tempo todo ao meu lado.

The Deal  (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora