Jogo de perguntas..

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Entrei no luxuoso banheiro rapidamente e me olhei no espelho. Embora as minhas roupas  estivessem impecavelmente no lugar, os meus lábios estavam vermelhos e inchados, o meu cabelo desarrumado e os olhos arregalados. 

Era fato: Magnus Bane  tinha, mais uma vez, me virado do avesso.

A música alta invadiu o ambiente mais forte, quando a porta abriu e dois homens  entraram completamente bêbados. Abri a torneira e molhei um pouco meu rosto na tentativa de diminuir o meu calor. Não adiantou, é claro. Ele vinha de dentro para fora.

Após alguns minutos, retornei à mesa e Magnus estava lá, com uma expressão irritantemente calma, nem parecia que havia me fodido em uma boate lotada minutos atrás. Ele parecia tão controlado e seguro de si, assim como eu. 

A diferença é que eu estava uma pilha.

— Tomei a liberdade de pedir outra água tônica para nós dois. Tudo bem ou você prefere outra coisa?

Foi impressão minha ou ele enfatizou o “nós dois”? Dei de ombros.  

— Está ótimo.

Durante algumas horas, Magnus e eu conversamos banalidades, enquanto comíamos sashimis e bebíamos água tônica. Ele perguntou como foi a minha reunião importante e contei sobre Del Rey e do quanto eu o queria na Lightwood  Editora e no quanto lutamos, eu e Jace, para conseguir isso.

— Uau, Alexander! Isso realmente merece um brinde! — Disse de forma encantadora, levantando o seu copo e eu retribuí.  — Vamos fazer uma brincadeira? — Propôs de repente e eu senti um arrepio pelo meu corpo pensando que tipo de brincadeira seria. Magnus sorriu, antes de continuar. — Nada demais, mas eu gostaria de saber um pouco mais sobre você.

Engoli em seco, me sentindo desconfortável. Era impressionante, mas a cada sinal de proximidade entre mim e Magnus, eu ficava tenso.

— Relaxe, Sr. Lightwood, eu não pedirei a sua senha bancária.  —  Disse, com uma piscadinha. — A brincadeira é simples: eu digo uma palavra e você completa com algo de sua preferência. Então eu digo o meu, e você faz o mesmo comigo.

Sorri. Isso poderia ser interessante.  

— Ok.  — Respondi, me recostando no sofá.

— Filme? — Magnus começou.

— Os instrumentos mortais.  —  Respondi e Magnus arqueou a sobrancelha. O que ele esperava? Romeu e Julieta ou um conto da Disney? — Sua resposta.

Ele me olhou por alguns instantes, antes de responder:

— O Poderoso Chefão.

Revirei os meus olhos.

— Sua pergunta.  — Disse, levando um sashimi à boca e a forma como segurou o sushi, me fez ter pensamentos nada apropriados para o momento.

— Música?  — Perguntei.

— I am you, do Depeche Mode. — Rebateu, me olhando profundamente. Que merda era aquela? — E a sua?

Balancei a cabeça e sorri ao me lembrar de Jace. 

— You shook me all night long do AC/DC. — E levando o copo à boca, concluí.  —  Jace diz que é a minha cara em alguns trechos.

Magnus deu um sorriso sedutor.  

—  Realmente você faz tudo sacudir, Alexander. — Disse, passando a língua nos lábios.  — Cor?

Eu ainda tentava me recuperar do que ele disse e da imagem de sua língua em seus lábios. Desviei o olhar. Eu precisava me concentrar.

The Deal  (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora