Doentio..

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O nosso vôo de volta  foi tranquilo e sem atrasos. Chegamos a Nova York e seguimos a ideia de Jace, de Magnus, na verdade: tiramos o dia inteiro de folga. Mais um.

Ficamos na minha casa e, é claro que a última coisa que fizemos foi descansar. Eu e Magnus transamos como loucos, dentre outras coisas.

Jace providenciou tudo, inclusive, para que Jocelyn  não estivesse presente, mas, não em relação às suas iguarias, é claro. Um perfeito espaguete ao molho e uma deliciosa torta de maçã nos esperavam para o almoço.

— Eu me lembro de ter ouvido alguém dizer que só comeria daqui a uma semana. — Digo, em tom zombeteiro e Magnus sorriu.

— Toda regra tem a sua exceção. — E com uma piscadinha, concluiu. — Jocelyn é exceção.

⇢⇢⇢

Eu estava na minha mesa de trabalho no dia seguinte em plena tarde, lembrando-me de Magnus com um sorriso idiota nos lábios, quando Jace entrou.

— Acabei de falar com o Del Rey. — E se jogando no sofá, concluiu. — Tudo certo com Paris. Ele embarca amanhã cedo.

— Ótimo!

Neste momento, ouvimos vozes vindas de fora, gritos estridentes e confusão.

— Você não pode entrar desta forma! Quem você pensa que é?

Escutei Heide aos berros, enquanto uma voz aguda e irritante a contrariava. Arregalei os meus olhos no momento em que a porta abriu e me deparei com a figura insossa da vaca loira. 

Sim, Camille Belcourt estava em meu escritório.

— Senhor Lightwood, eu tentei detê-la, mas…  —  Heide dizia perdida, enquanto os olhos verdes da vaca faiscavam em minha direção. 

Franzi o cenho.  

— Não se preocupe, Heide. Eu cuido disso.

— O senhor quer que eu chame alguém? — Perguntou, se referindo à equipe de segurança do prédio e eu neguei com um balanço de cabeça. 

Se fosse preciso força para tirar aquela vaca maldita do meu escritório, eu mesmo  faria isso. Heide engoliu em seco e saiu, fechando a porta. Jace se levantou, cruzando os braços.

— A que devo a visita? — Perguntei, em tom sarcástico e a vaca não moveu um músculo sequer. 

Seus olhos me avaliavam de uma forma raivosamente estranha, ela estava sem maquiagem, com a roupa amassada e descabelada, me senti momentaneamente incomodado. 

— O que deseja, Camille?  —  Ela continuava muda, me avaliando completamente. 

Jace, que já sabia que ela era maluca bem antes de mim, interveio:

— Qual é o seu problema?

Camille movimentou a sua cabeça lentamente na direção de onde vinha a voz que a despertara de seu transe, olhando com desdém para Jace e, em seguida, para mim.

— Irei direto ao ponto. — Disse, por fim. — Magnus é meu e eu exijo que você saia do circuito imediatamente.

Aquilo era ridículo e eu me pus a rir descontroladamente. A vaca continuou imóvel, a carranca pálida armada, me olhando inescrupulosamente.

— Acredito que esta não seja uma decisão minha. — Eu disse, por fim. — Muito menos sua. Mais alguma coisa? Eu realmente preciso trabalhar.

— Magnus Bane é meu! — Rosnou, dando um passo à frente.

The Deal  (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora